“A política, todos sabemos, não é movida apenas por gratidão. Mas quando o silêncio se impõe exatamente nos momentos em que a história cobra posicionamento, ele deixa de ser neutro e passa a ser um gesto político. É nesse ponto que chama atenção a postura da deputada estadual Cida Ramos em relação ao ex-governador Ricardo Coutinho.
Antes de ingressar na vida pública institucional, Cida Ramos era uma professora universitária, sem expressão eleitoral ou projeção política relevante. Foi a partir da eleição de Ricardo Coutinho, em 2010, que sua trajetória ganhou dimensão política. Ricardo não apenas a convidou para integrar o governo, como lhe confiou uma das pastas mais estratégicas da administração estadual, a Secretaria de Desenvolvimento Humano. Não se tratou de um convite protocolar. Cida recebeu autonomia plena, orçamento robusto e respaldo político para conduzir a secretaria como protagonista de políticas sociais.
Durante esse período, a pasta foi fortalecida, recebeu investimentos significativos e passou a abrigar programas que deram visibilidade política à então secretária. Foi ali que Cida Ramos deixou de ser apenas uma técnica ou acadêmica e passou a ser um nome conhecido no debate público estadual. Essa construção não foi espontânea nem individual, foi fruto direto de uma decisão política de Ricardo Coutinho.
Em 2016, o apoio foi ainda mais explícito. Ricardo bancou internamente a candidatura de Cida Ramos à Prefeitura de João Pessoa, enfrentando resistências dentro do próprio grupo político e contrariando, inclusive, a vontade de aliados que defendiam outro nome, entre eles João Azevêdo. Foi uma disputa dura, em que Ricardo comprou briga política para garantir que Cida fosse a candidata.”
Com informações do Portal Poder PB