ANA CARDOSO COBRA RESPEITO À POPULAÇÃO E EXPÕE CONTRADIÇÕES DA GESTÃO BRUNO CUNHA LIMA EM MEIO AO CAOS NA SAÚDE DE CAMPINA GRANDE

A vereadora Ana Cardoso (Republicanos) decidiu romper o silêncio de parte da base governista e, em discurso firme na Câmara Municipal, colocou o dedo na ferida: a saúde de Campina Grande está colapsada, e as promessas de “reestruturação” feitas pelo prefeito Bruno Cunha Lima (União Brasil) precisam sair do discurso e entrar na prática.


Ana afirmou que quer acreditar na nova reestruturação anunciada pela Prefeitura — mas deixou claro que a confiança não é automática nem gratuita. Segundo ela, é impossível “achar bom” quando servidores continuam sofrendo com atrasos salariais, hospitais conveniados não recebem pagamento e atendimentos essenciais somem da rede.


“Eu não posso achar bom, por Bruno não pagar salários. Quem padece é o povo. Não é o prefeito, é o povo.”

A declaração expõe o abismo entre a narrativa oficial e a realidade vivida nos postos, UPAs e hospitais da cidade.


Crise na Saúde: salários atrasados, leitos bloqueados e uma rede em colapso


Campina Grande vive hoje um cenário de desmonte:

— hospitais conveniados sem repasse;

— leitos de UTI bloqueados;

— internações suspensas;

— procedimentos cancelados;

— médicos sem receber;

— UPAs sem insumos;

— servidores cobrando o básico: salário.


Em meio a esse caos, o prefeito tenta emplacar o discurso de “reestruturação”, enquanto a população sofre sem atendimento e servidores pedem socorro.


A crítica direta ao Secretário Dunga Júnior


Ana Cardoso também mirou no secretário de Saúde, Dunga Júnior, após a frase desastrosa:

“O aniversário é do prefeito, mas o presente quem ganha é o servidor”.


A vereadora reagiu:

— Que presente?

— Qual benefício?

— O que foi ganho?


Nada.

Apenas o pagamento atrasado de dois meses — que é obrigação, não “presente”.


Segundo Ana, a declaração do secretário “soou muito mal” e revela a desconexão da gestão com a realidade da rede de saúde e da vida dos servidores que enfrentam dificuldades causadas pela própria Prefeitura.


Um apelo que é denúncia


Ao final, a vereadora deixou o recado:

espera que a Prefeitura se organize, pague o que deve e garanta que a cidade tenha o mínimo para chegar ao Natal sem mais sofrimento.


O recado é mais que político: é a confirmação de que até aliados do governo reconhecem que a saúde de Campina Grande está estilhaçada, e que discursos de festa não combinam com hospitais sem repasses, leitos fechados e servidores desrespeitados.


A saúde da cidade não precisa de frases de efeito.

Precisa de gestão.

E precisa urgente.


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Blog do Milton Figueirêdo

Milton Figueirêdo

Jornalista com especialização em telejornalismo.

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