CAOS FINANCEIRO E ADMINISTRATIVO DE CAMPINA GRANDE: EM NOTA, NAPOLEÃO MARACAJÁ COBRA DIREITOS E PAGAMENTOS DOS SERVIDORES À GESTÃO DE BRUNO CUNHA LIMA


O diretor do SINTAB, Napoleão Maracajá, divulgou nesta segunda-feira (15) uma nota pública em que cobra da gestão municipal de Campina Grande a regularização imediata dos pagamentos dos servidores, além do cumprimento de direitos trabalhistas básicos. O documento denuncia atrasos salariais recorrentes, ausência de calendário oficial de pagamento, congelamento de gratificações e progressões, além de situações que, segundo o dirigente sindical, configuram grave violação à legislação trabalhista.

Na nota, Napoleão afirma que as denúncias partem de relatos diretos de servidores e faz um apelo público aos órgãos de controle, como Ministério Público, Câmara Municipal e Tribunal de Contas do Estado, para que acompanhem e fiscalizem a situação enfrentada pelos trabalhadores do município.

A seguir, a nota na íntegra:

“NOTA DE SOLICITAÇÃO E COBRANÇA À GESTÃO MUNICIPAL DE CAMPINA GRANDE

Por Napoleão Maracajá

“Hoje recebo mais uma denúncia de atraso de pagamento de servidores do município de Campina Grande. Para quem tem perguntado se há alguma novidade, informamos que não há nenhuma novidade até o momento. O que foi repassado é que, caso não ocorresse o pagamento na sexta-feira, ele poderia cair apenas na segunda-feira. Sabemos que, historicamente, os pagamentos costumam acontecer no final da tarde, inclusive já tendo ocorrido após as 18h. Portanto, resta aos servidores apenas aguardar até o final do dia, vivendo mais uma vez a angústia e a incerteza.”

Ressaltamos que há direito garantido a FGTS, férias e 13º salário. O pagamento deveria ter sido realizado em 10/12, e mais uma vez encontra-se atrasado.

Todo o conteúdo desta nota tem como base o relato de uma trabalhadora, que procurou este signatário para denunciar a situação vivida por ela e por tantos outros servidores do município, retratando fielmente a realidade enfrentada no dia a dia.

Diante disso, fazemos uma solicitação pública e uma cobrança direta à gestão municipal de Campina Grande, para que procure acabar com o sofrimento desses servidores e estabelecer, com urgência, um calendário de pagamento, como todos os prefeitos da história deste município sempre tiveram até aqui. Não é possível que trabalhadores estejam condenados à humilhação, à angústia e às incertezas, sem saber quando poderão comprar comida para si e para suas famílias.

Mais uma vez, o salário está atrasado. A única coisa que fala alto neste governo é o silêncio. É lamentável. A gestão está escondida, sem diálogo com ninguém. Age como se fosse cheia de razão, como se fosse a melhor do mundo. Para eles, tudo é no superlativo: tudo fizeram mais, tudo pagaram mais. Enquanto isso, o povo está revoltado, e o governo amarga péssimos índices nas pesquisas de avaliação.

São várias ações judiciais. Os vigilantes estão com salários congelados, e a gratificação de risco de vida encontra-se congelada há anos, mesmo diante do perigo constante da função. Os servidores de apoio sequer recebem o salário mínimo no vencimento, o que configura uma realidade gravíssima: Campina Grande não paga o salário mínimo do Brasil. Além disso, progressões não são pagas. O que se vê é um desmantelo generalizado.

Esta nota também chama a atenção do Ministério Público, dos vereadores, das instituições competentes, dos organismos de controle e do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba. Parece que todos estão de olhos fechados, enquanto a fome ronca, o povo sofre, o povo geme.

Como disse Martin Luther King Jr.:

‘O que assusta não é o grito dos maus, e sim o silêncio dos bons.’

Repetimos:

O que assusta não é o grito dos maus. O que assombra é o silêncio dos bons.

Campina Grande, 15 de dezembro, 2025

Napoleão Maracajá”**

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Blog do Milton Figueirêdo

Milton Figueirêdo

Jornalista com especialização em telejornalismo.

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