CG: vereadores cobram de Bruno quitação de salários atrasados após suplementação


"A Câmara Municipal de Campina Grande aprovou nesta quinta-feira (30) a suplementação orçamentária de R$ 95 milhões requerida pela prefeitura, valor que deverá ser destinado prioritariamente ao Fundo Municipal de Saúde para quitar salários atrasados dos servidores da pasta.

O pedido de crédito adicional foi protocolado em regime de urgência na quarta-feira (29) e tramitou com rapidez, após sessão em que a oposição sugeriu emenda modificativa – rejeitada pelo plenário.

Agora, tanto vereadores da oposição quanto parlamentares da base governista cobram que o prefeito Bruno Cunha Lima (União Brasil) regularize a situação salarial com urgência. “Agora com a suplementação aprovada, espero que o mais breve seja creditado na conta dos servidores. O espaço orçamentário já está posto – na próxima semana não queremos que instituições recorram ao Ministério Público por recebem atrasados”, disse a vereadora oposicionista Jô Oliveira (PCdoB) a portal Mais PB.

Da base aliada, o vereador Rafafá (União Brasil) reforçou que “a tarefa de cobrança é ainda maior” para os aliados do Executivo. “Assim como a oposição, a situação também vai cobrar a gestão municipal porque a gente é aliado e tem uma tarefa ainda maior de cobrança”, disse.

Histórico de atrasos

O histórico mostra que os atrasos são recorrentes na gestão do prefeito Bruno Cunha Lima. Servidores da Saúde de Campina Grande têm denunciado atrasos de salários, inclusive o 13º, que só foram quitados em parte há anos.

Em dezembro de 2024, por exemplo, a prefeitura dependia de suplementação para pagar folhas atrasadas. Em março de 2025, os prestadores da Saúde relatavam mais de um mês sem remuneração.

A suplementação de R$ 95 milhões também será remanejada para outras secretarias: Administração, Assistência Social, Superintendência de Trânsito e Transportes Públicos e Urbanização da Borborema.

O próximo passo é que a gestão municipal utilize os recursos para quitar os atrasados e normalizar a folha de pagamento – sob risco de paralisação ou ação sindical, caso persistam os débitos."

Com informações do Portal Paraíba Já

Blog do Milton Figueirêdo

Milton Figueirêdo

Jornalista com especialização em telejornalismo.

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