A Prefeitura de Campina Grande estaria iniciando um fechamento em série de serviços essenciais da saúde pública, atingindo diretamente a assistência farmacêutica oferecida à população. Um comunicado interno confirmaria que farmácias do SUS serão desativadas a partir de janeiro de 2026, aprofundando um cenário já marcado por colapso administrativo, endividamento e incapacidade de garantir o mínimo funcionamento da rede municipal de saúde.
A medida, após a concretização, deve reduzir drasticamente o acesso da população a medicamentos básicos, penalizando sobretudo idosos, pacientes crônicos e famílias em situação de vulnerabilidade social. Na prática, a decisão deve significar menos unidades abertas, maior deslocamento dos usuários, superlotação das farmácias remanescentes e risco concreto de interrupção de tratamentos.
O efeito real deverá ser o encolhimento da rede pública de saúde, em um momento em que a demanda cresce e os serviços já operam em situação crítica.
O COMUNICADO TRARIA A INFORMAÇÃO SE FARMÁCIAS QUE SERÃO FECHADAS:
Itararé; Bodocongó; Raimundo Carneiro; Jardim Quarenta; Eduardo Ramos; Nely Maia; Malvinas V; Ana Cantalice; Nossa Senhora; Tambor II; Crisóstomo Lucena; Antônio Aurélio Ventura; Maria Marques Diniz; São Januário II; Jeremias II; Liberdade II; Antônio Arruda; Wesley Targino; Inácio Mayer; Centro de Saúde Palmeira; Centro de Saúde Catolé; Policlínica Zona Leste; Policlínica da Liberdade; Policlínica Bela Vista; Cosme Dantas; Severino Bezerra Cabral; Francisco Pinto.
Apesar de o comunicado poder afirmar que não haverá desligamento de farmacêuticos efetivos, técnicos deverão ser encaminhados ao setor de Recursos Humanos, evidenciando instabilidade funcional, improviso e reorganização forçada, marcas típicas de uma gestão em crise.
O fechamento dessas farmácias não ocorre de forma isolada. Ele se soma a um conjunto de problemas que vêm sendo denunciados há meses e que apontam para uma quebra estrutural da saúde municipal, com serviços reduzidos, dívidas acumuladas e unidades operando no limite ou abaixo do mínimo aceitável.
UMA REDE EM COLAPSO
O cenário da saúde da Prefeitura de Campina Grande é de colapso generalizado. O Hospital Pedro I enfrenta superlotação, precariedade estrutural, falta de insumos e atrasos recorrentes. O ISEA opera sob denúncias de desorganização administrativa, déficit de materiais, atrasos de pagamentos e comprometimento do atendimento. O Hospital da Criança sofre com restrições de serviços, falta de recursos e limitações no acolhimento. O Hospital Dr. Edgley enfrenta sucateamento, déficit de estrutura e redução da capacidade assistencial.
As UPAs do município funcionam constantemente acima da capacidade, com filas intermináveis, ausência de medicamentos, escassez de insumos e sobrecarga extrema das equipes. Os postos de saúde, de forma generalizada, convivem com falta de remédios, materiais básicos, equipamentos quebrados, estruturas deterioradas e equipes incompletas. O Centro de Zoonoses também sofre com abandono, falta de recursos, déficit de pessoal e precarização dos serviços.
Além do colapso operacional, a saúde municipal está estrangulada financeiramente, acumulando dívidas com hospitais filantrópicos como FAP, HELP, Hospital Antônio Targino e João XXIII, além de pendências com clínicas especializadas, laboratórios e prestadores de serviços em geral. Há ainda atrasos em salários, débitos de aluguéis, dívidas com fornecedores, falhas constantes no abastecimento de insumos e medicamentos e contratos comprometidos, formando um passivo que paralisa serviços e empurra a rede pública para o colapso definitivo.
O fechamento das farmácias do SUS, portanto, não é uma medida isolada, mas o sintoma mais recente de uma saúde municipal falida, que reduz serviços, transfere o peso da crise para a população e expõe a incapacidade da gestão de garantir atendimento digno e contínuo aos cidadãos de Campina Grande.
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