COM ASSOREAMENTO HISTÓRICO, LIXO, PODRIDÃO E ANIMAIS MORTOS, AÇUDE VELHO VAI MORRENDO NA GESTÃO DE Bruno Cunha Lima


O Açude Velho, principal cartão-postal de Campina Grande, enfrenta um dos piores cenários de sua história recente. Imagens registradas pelo portal Hora Agora na tarde desta segunda-feira (22) revelam um quadro alarmante: queda acentuada no nível da água, assoreamento severo e grandes porções do reservatório completamente expostas, formando verdadeiras “ilhas” de lama e resíduos.

O que deveria ser símbolo de orgulho da Rainha da Borborema hoje exala abandono. A lâmina d’água apresenta coloração verde-escura, típica de poluição avançada, acompanhada por forte mau cheiro — um problema que se repete todos os anos nos períodos de estiagem, sem que haja solução definitiva por parte do poder público.

Além do lixo acumulado e da degradação visível, também são recorrentes relatos de morte de peixes e presença de animais mortos, evidenciando o colapso ambiental do reservatório. O cenário expõe não apenas um problema estético, mas um risco ambiental e sanitário no coração da cidade.

Há anos, discursos oficiais e anúncios de intervenções para desassoreamento e recuperação do Açude Velho surgem, especialmente em períodos eleitorais. Na prática, porém, as promessas não saem do papel. Nenhuma ação estrutural efetiva foi implementada para conter o avanço da poluição e da degradação.

Enquanto isso, o Açude Velho segue agonizando a céu aberto, diante dos olhos da população, transformado em retrato fiel do descaso e da falta de prioridade ambiental da atual gestão municipal.

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Blog do Milton Figueirêdo

Milton Figueirêdo

Jornalista com especialização em telejornalismo.

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