Com despedida regada a discursos emocionados, Catão deixa TCE e abre espaço para briga pela sucessão

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Em clima de emoção, a despedida do conselheiro Fernando Catão do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB), nesta quarta-feira (22), marcou o fim de um ciclo de 21 anos dedicados ao controle externo — e deu início à disputa pela vaga que será aberta com sua saída. Pela regra do quinto constitucional, a indicação caberá à Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB).

O embate pela vaga, no entanto, deve envolver também a tentativa do governador João Azevêdo (PSB) de ver na corte o secretário Deusdete Queiroga (Infraestrutura). Também trabalham pela vaga os deputados Tião Gomes (PSB) e Taciano Diniz (União Brasil). A palavra final, porém, deve ser a do presidente da Casa, Adriano Galdino (Republicanos).

Durante a sessão solene, presidida pelo conselheiro Fábio Nogueira, Catão recebeu a Medalha Cunha Pedrosa, a mais alta honraria do TCE, em reconhecimento à sua trajetória e às contribuições à administração pública. Ele deixa o cargo ao completar 75 anos, idade limite para o serviço público, conforme a Constituição Federal.

Em discurso emocionado, o conselheiro destacou o orgulho de ter servido ao interesse público e relembrou momentos marcantes da carreira, como auditorias sobre recursos hídricos e meio ambiente e a criação do Mestrado Profissional em Economia do Setor Público, em parceria com a UFPB.

Ao agradecer à equipe, a quem chamou de “verdadeira família profissional”, Catão encerrou a fala sob aplausos. Nos bastidores, porém, já se articula a sucessão — e o nome indicado pela Assembleia deverá ser o novo capítulo da disputa por espaço no TCE.

Informações de Suetoni Souto Maior

Blog do Milton Figueirêdo

Milton Figueirêdo

Jornalista com especialização em telejornalismo.

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