O Conselho Municipal de Saúde de Campina Grande divulgou uma nota de repúdio contundente contra o não pagamento do décimo terceiro salário dos trabalhadores efetivos da Prefeitura Municipal de Campina Grande, classificando a situação como grave, recorrente e incompatível com qualquer discurso de normalidade administrativa.
Segundo o Conselho, o atraso no 13º salário é apenas a face mais visível de uma crise financeira prolongada que atinge servidores públicos, profissionais contratados, terceirizados e prestadores de serviço de forma generalizada. O CMS-CG afirma que a falta de pagamento viola direitos básicos, destrói a previsibilidade financeira dos trabalhadores e compromete diretamente o funcionamento da rede municipal de saúde.
O órgão também denuncia o estado de colapso da assistência em saúde no município. Unidades estratégicas seguem operando em situação crítica, como o Instituto de Saúde Elpídio de Almeida, marcado por superlotação, sobrecarga das equipes e denúncias constantes de precarização do atendimento. O mesmo cenário se repete no Hospital Municipal Pedro I, onde pacientes enfrentam longas esperas, ausência de especialidades e atendimento improvisado.
As Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) também são citadas na nota, com registros frequentes de superlotação, demora nos atendimentos e falta de insumos básicos. Já nos postos e unidades básicas de saúde, o Conselho aponta um quadro ainda mais alarmante: falta de medicamentos essenciais, ausência de materiais básicos e interrupção de serviços fundamentais da atenção primária.
Outro ponto classificado como extremamente grave pelo CMS-CG é o atraso de cinco meses nos salários dos médicos, situação considerada insustentável e que ameaça a continuidade dos atendimentos. Além disso, o Conselho denuncia a falta de pagamentos há meses aos hospitais filantrópicos, entre eles a FAP João XXIII, o Hospital HELP e o Hospital Antônio Targino.
A nota também ressalta os atrasos recorrentes com clínicas, laboratórios e serviços de exames especializados, que integram a rede conveniada do município e vêm enfrentando dificuldades financeiras severas diante da inadimplência prolongada, colocando em risco a oferta de exames, diagnósticos e procedimentos essenciais para a população.
Para o Conselho Municipal de Saúde, a soma de atrasos salariais, calotes a prestadores, falta de medicamentos, escassez de insumos e precarização estrutural revela um cenário de falência administrativa da política pública de saúde em Campina Grande. O órgão reforça que não existe SUS funcional sem trabalhadores valorizados, fornecedores pagos e unidades com condições mínimas de funcionamento.
Ao final, o CMS-CG cobra providências imediatas, respeito aos trabalhadores e transparência na condução da saúde pública, alertando que a continuidade desse cenário representa uma grave violação de direitos, um risco direto à vida da população e um ataque frontal aos princípios do Sistema Único de Saúde.
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