Delegada da PF no caso Master diz ser leiga no sistema


"A delegada da PF (Polícia Federal) Janaina Pereira Lima Palazzo, responsável por conduzir o interrogatório com o Banco Master, o BRB (@bancobrb) (Banco de Brasília) e o BC (@bancocentraldobrasil) (Banco Central), demonstrou baixa familiaridade com o sistema financeiro. Os depoimentos foram tomados no STF (Supremo Tribunal Federal), em 30 de dezembro de 2025. Tudo foi gravado em vídeo e o Poder360 teve acesso.

Destacada para a função, a funcionária pública, em dado momento, pergunta para o diretor de Fiscalização da autoridade monetária o que são os "depósitos compulsórios". Janaina se classificou como uma pessoa "leiga" no assunto de transferência de carteira de crédito.

O depósito compulsório é um tema que pode ser árido para grande parte da população, mas o assunto é fundamental para entender o problema de liquidez que fundamenta a liquidação extrajudicial do Banco Master. Trata-se de um montante repassado pelas instituições financeiras ao Banco Central com base em um percentual definido. Funciona como uma conta em que os bancos têm para deixar o dinheiro "parado", seja com depósitos à vista, a prazo ou em poupança.

A Polícia Federal apura um esquema de fraudes bilionárias contra o sistema financeiro orquestrado envolvendo o Banco Master e seus executivos. O caso está no Supremo, sob a relatoria do ministro Dias Toffoli. O magistrado afirmou que ele é quem decidirá se o processo segue na Corte ou vai para a 1ª Instância.

Segundo as investigações, o esquema consistia na venda de títulos de renda fixa de alto rendimento, como CDBS (Certificados de Depósito Bancário), que serviam para financiar fundos de investimento dos quais o banco era o único cotista. O MPF (Ministério Público Federal) afirma que o negócio se baseava em circular ativos sem riquezas, forjando artificialmente os resultados financeiros."

Com informações do Poder 360

Blog do Milton Figueirêdo

Milton Figueirêdo

Jornalista com especialização em telejornalismo.

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