Uma denúncia pública feita por Napoleão Maracajá expõe um cenário alarmante envolvendo atrasos em pagamentos a prestadores de serviço da limpeza urbana vinculados à Prefeitura de Campina Grande. Segundo o denunciante, agentes de limpeza — responsáveis diretos pela saúde pública e pela dignidade urbana — estariam passando fome, sem condições mínimas de subsistência. O apelo cobra sensibilidade, transparência e providências imediatas dos gestores, além da atuação urgente das autoridades competentes.
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NOTA NA ÍNTEGRA
DENÚNCIA GRAVE – ATENÇÃO AUTORIDADES
por Napoleão Maracajá
É com profunda indignação e revolta que tornamos pública esta denúncia contra a Prefeitura de Campina Grande e a empresa terceirizada responsável pelos serviços de limpeza urbana.
Os agentes de limpeza, trabalhadores essenciais que garantem a dignidade e a saúde da nossa cidade, estão passando fome, vivendo em situação de extrema necessidade. Esta não é uma denúncia abstrata ou baseada em boatos. Eu estive pessoalmente na casa de um desses trabalhadores e presenciei uma realidade chocante: havia apenas sal, um pouco de feijão e um pouco de arroz para alimentar toda uma família.
Estamos falando de pais e mães de família, pessoas que acordam de madrugada, trabalham sob sol e chuva, e mesmo assim não têm o mínimo para colocar comida na mesa. Isso é desumano, cruel e inadmissível.
Não é possível que o prefeito de Campina Grande permaneça em silêncio diante de uma situação tão grave.
Não é possível que não haja um pronunciamento oficial, uma entrevista coletiva, um ato público de responsabilidade.
É necessário assumir a verdade, assumir os erros e apresentar soluções imediatas.
O silêncio do poder público diante da fome é conivência. A terceirização não pode servir como escudo para a irresponsabilidade social. A prefeitura é corresponsável, pois contrata, fiscaliza e se beneficia do trabalho desses profissionais.
Manifestamos nossa total solidariedade aos trabalhadores da limpeza urbana e às suas famílias. Eles não pedem favores, pedem respeito, salários em dia, direitos garantidos e dignidade humana.
Apelo às autoridades competentes:
• Ministério Público do Trabalho
• Câmara de Vereadores de Campina Grande
• Sociedade civil organizada
• Imprensa
Que investiguem com urgência, cobrem explicações, responsabilizem os culpados e exijam providências imediatas.
Fome não espera.
Dignidade não é favor.
Trabalhador merece respeito.
Campina Grande, 16 de janeiro de 2026
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