DIRETOR DO SINTAB PEDE A RENÚNCIA DO PREFEITO DE CAMPINA GRANDE


Em carta pública contundente, o diretor do SINTAB, Napoleão Maracajá, pede a renúncia imediata do prefeito Bruno Cunha Lima. O documento denuncia atraso recorrente de salários, falta de diálogo com os servidores, colapso administrativo e afirma que não há mais condições de governabilidade no município.

A seguir, a carta na íntegra:

“A MELHOR SAÍDA PARA CAMPINA GRANDE E PARA O PREFEITO É A RENÚNCIA

Por Napoleão Maracajá

Nós, servidores e cidadãos de Campina Grande, vimos a público manifestar veemente repúdio e condenação à atual gestão municipal, diante do caos administrativo instalado e do desrespeito sistemático aos servidores públicos efetivos, prestadores de serviço e terceirizados, bem como à população em geral.

Há mais de um ano, a Prefeitura de Campina Grande não paga os salários dentro do mês trabalhado, atingindo dezenas de servidores efetivos, prestadores de serviço e terceirizados, prática que se repete de forma contínua e irresponsável. Para agravar ainda mais a situação, o pagamento também não ocorre até o quinto dia útil, como determina a legislação vigente. O salário referente ao mês de dezembro, por exemplo, não foi pago até o quinto dia útil, aprofundando a insegurança financeira de dezenas de famílias.

A situação é ainda mais grave no caso dos prestadores de serviços e terceirizados, que se encontram há três meses sem receber salários, vivendo um verdadeiro estado de abandono, sem qualquer resposta concreta da gestão municipal.

Não há precedente no Brasil para tamanho descontrole administrativo. Não há registro em nenhum outro município do país de uma gestão que trate seus trabalhadores com tamanha negligência. Campina Grande tornou-se um caso isolado e vergonhoso, administrada pelo único prefeito do Brasil que não paga salários dentro do mês trabalhado nem até o quinto dia útil, além de submeter servidores e terceirizados a meses de atraso salarial.

As consequências dessa gestão desastrosa são visíveis e graves:

• Servidores efetivos, prestadores de serviço e terceirizados adoecidos, muitos enfrentando depressão, ansiedade e sofrimento psicológico;

• Ausência total de reajuste salarial e desrespeito à data-base;

• Falta completa de diálogo com servidores, prestadores de serviço, terceirizados e suas representações;

• Escassez de medicamentos nas unidades de saúde;

• Corte de energia elétrica em prédios públicos por falta de pagamento;

• Um cenário generalizado de desorganização, descaso e colapso administrativo, que atinge diretamente a população, sobretudo os que mais precisam dos serviços públicos.

Diante desse quadro, afirmamos com toda clareza: não há mais condições de governabilidade. A atual gestão demonstra, de forma inequívoca, falta de aptidão para administrar a cidade de Campina Grande.

Do ponto de vista pessoal, não desejamos nenhum mal ao prefeito. Desejamos que ele seja feliz em sua vida pessoal, porém entendemos que não possui condições, competência ou sensibilidade para continuar à frente da Prefeitura.

Assim, apelamos ao bom senso e afirmamos de forma categórica: não há outra saída. A RENÚNCIA IMEDIATA do prefeito é a única medida capaz de encerrar o sofrimento dos servidores efetivos, dos prestadores de serviço, dos terceirizados e, principalmente, da população de Campina Grande, que paga diariamente o preço da má gestão.

Campina Grande não pode continuar refém do descaso, da incompetência e da insensibilidade.

RENÚNCIA JÁ.

EM DEFESA DOS SERVIDORES EFETIVOS, DOS PRESTADORES DE SERVIÇO,

DOS TERCEIRIZADOS E, PRINCIPALMENTE, DO POVO DE CAMPINA GRANDE.

Napoleão Maracajá.”

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Blog do Milton Figueirêdo

Milton Figueirêdo

Jornalista com especialização em telejornalismo.

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