O diretor do SINTAB, Napoleão Maracajá, tornou público um texto contundente em que denuncia o vácuo de liderança e o colapso administrativo que atingem Campina Grande na gestão do prefeito Bruno Cunha Lima. Para Maracajá, a cidade vive um paradoxo doloroso: apesar de ser forte, qualificada e com enorme potencial, está entregue a autoridades frágeis e incapazes de garantir até o básico para o funcionamento da máquina pública.
Ele critica duramente a ausência de comando, a incapacidade administrativa, a falta de diálogo e o desrespeito constante aos servidores municipais. Segundo Maracajá, Campina está hoje nas mãos de “pseudo-líderes” e “pseudo-gestores” que investem pesado em propaganda, mas entregam pouco ou nada em gestão, estrutura, planejamento e respeito aos trabalhadores.
Maracajá afirma ainda que, além de não oferecer, não dialogar e não pagar de forma adequada, a gestão se tornou a que mais ameaça e intimida, enviando circulares com teor autoritário e cobranças desproporcionais. Ele aponta secretários ausentes, ineficientes e contraditórios: não entregam, não aparecem, mas cobram e exigem.
A seguir, o artigo completo, exatamente como foi escrito por Napoleão Maracajá:
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A Paradoxal Campina Grande — por Napoleão Maracajá
A ausência de um prefeito, a ausência de liderança e o vácuo administrativo assolam Campina Grande — uma cidade paradoxal.
Terra de um povo trabalhador, de uma geografia privilegiada, de clima ameno (a despeito das mudanças climáticas), polo tecnológico, cidade universitária, repleta de instituições qualificadas… mas representada por poderes desqualificados, com raras e honrosas exceções.
Assim segue o povo de Campina Grande: à mercê de pseudo-líderes e pseudo-gestores, especialistas em propaganda farta e abundante, mas escassos em gestão, em recursos, em insumos e até em prioridades básicas.
Não existe sequer o cuidado essencial com quem garante o funcionamento da máquina pública — nem gestão, nem diálogo, nem respeito.
É paradoxal: a gestão que menos oferece, que menos paga direito, que menos dialoga e que menos respeita… é justamente a que mais ameaça.
É a que mais cobra.
É a que mais envia circulares internas com conteúdos intimidadores e desmedidos.
É a gestão de secretários que não entregam, mas cobram; que não aparecem, mas exigem presença; que nada produzem, mas demandam produtividade.
Eita, Campina!
Em que mãos tu foste parar?
Esta terra de bravos está sendo governada por gente medíocre, pequena, rasa, mesquinha.
Mas, ainda assim, Avante, Campina!
Por mais longa e escura que seja a noite, o sol de um novo dia vai raiar — e vai alcançar o povo.
Chegarão a justiça, a verdadeira gestão, a prosperidade e o progresso.
Napoleão Maracajá
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