O que era orgulho virou vergonha pública. O Açude Velho, principal cartão-postal de Campina Grande, amanheceu neste domingo em estado de decomposição visível, com água esverdeada, odor insuportável e aspecto de podridão que chocou moradores, atletas, turistas e a imprensa.
A cena é simbólica, mas também literal: o Açude Velho está podre. E esse cenário resume com precisão o momento administrativo vivido pela cidade — uma gestão sem comando, sem secretários atuantes e sem qualquer reação diante do caos.
PODRIDÃO VISÍVEL E RISCO SANITÁRIO
A coloração verde intensa da água indica proliferação de algas e cianobactérias, geralmente associadas ao despejo de esgoto, matéria orgânica e à completa ausência de manejo ambiental. O mau cheiro tomou conta do entorno, afastou frequentadores e acendeu o alerta para riscos à saúde pública, sobretudo para crianças, idosos e pessoas com problemas respiratórios.
Nada disso surgiu de um dia para o outro. O que se vê é o resultado de anos de negligência, falta de limpeza, inexistência de monitoramento contínuo da qualidade da água e ausência de ações preventivas por parte do poder público.
UMA PREFEITURA AUSENTE
Enquanto o cartão-postal apodrece, a cidade assiste a um apagão administrativo. Secretarias esvaziadas, equipes desmobilizadas, nenhum plano emergencial anunciado e silêncio absoluto da Prefeitura de Campina Grande diante de um problema que domina o noticiário e as redes sociais.
Não há nota técnica, não há cronograma de ações, não há transparência. O que existe é a sensação generalizada de que Campina Grande está sem gestão, entregue à própria sorte, mesmo diante de um problema ambiental grave e de repercussão direta na imagem da cidade.
O CARTÃO-POSTAL QUE VIROU SÍMBOLO DO DESCASO
O Açude Velho não é apenas um espelho d’água. É espaço de lazer, prática esportiva, eventos culturais e identidade urbana. Quando ele adoece, a cidade inteira adoece junto. A degradação afasta turistas, desestimula atividades econômicas e projeta para fora a imagem de uma cidade abandonada pelo próprio governo municipal.
ATÉ QUANDO?
A pergunta que ecoa entre jornalistas e a população é simples e incômoda: até quando Campina Grande aceitará esse nível de descaso como normal?
A recuperação do Açude Velho exige ação imediata, coordenação técnica, investimento e, acima de tudo, gestão presente. Sem isso, o cartão-postal seguirá como retrato fiel de uma cidade sem comando.
O Açude Velho está podre.
E a omissão também.
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