"AÇÃO DO SUPREMO - O presidente da Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco), Kleber Cabral, prestou depoimento à Polícia Federal nesta sexta-feira (20), e a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de convocá-lo ar chamou a atenção.
Segundo a Unafisco, Cabral foi ouvido na condição de investigado por causa de declarações concedidas à imprensa. A Transparência Internacional Brasil, por sua vez, criticou a decisão de Moraes dizendo que "um presidente de sindicato é alvo de intimidação por parte de um juiz constitucional".
No #Em pauta, Demétrio Magnoli analisou o caso.
"É intimidação pura. É arbítrio, intimidação aberta. E não é intimidação do presidente da Unafisco, porque, como presidente da Unafisco, ele não vai se deixar intimidar por esse ato arbitrário. É intimidação contra os auditores-fiscais.
"A ideia é passar a mensagem: nem pensem, ilegalmente ou legalmente, em se interessar por movimentações financeiras incomuns de altas autoridades, principalmente se forem ministros do Supremo. Eles são intocáveis. Isso vai dar um problemão para você se você quiser entender movimentações incomuns dos ministros do Supremo.
"(...) Ele (Kleber Cabral) é culpado por ter opiniões críticas em relação à operação que Alexandre de Moraes adotou, que pode ser muito criticada. Aliás, as críticas dele são bem razoáveis. É só por isso que ele se tornou investigado. Isso é coisa de ditadura. Isso acontece em regime autoritário. Por que Alexandre de Moraes dá esse passo a mais? Ele tem uma alma autoritária, não gosta que tenham opiniões diferentes das dele, várias vezes flertou com a censura, mas esse é um passo novo. Um passo a mais."
Com informações do Globo News