"A semana de articulações em Brasília poderá levar os deputados federais Wellington Roberto (PL) e Mersinho Lucena (PP) para o PSD de Gilberto Kassab (SP). As conversas ocorreram em meio a discussões, também, sobre a filiação do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (sem partido), ao MDB. O gestor pessoense passou a semana dividindo o tempo entre reuniões em ministérios para discutir o envio de recursos para a capital e encontros com lideranças políticas visando as eleições do ano que vem. O gestor trabalha para disputar o governo do Estado em 2026.
O PSD, na Paraíba, é comandado pelo ex-deputado federal Pedro Cunha Lima, que também trabalha para se lançar na disputa pelo governo em 26. Ele concorreu com o governador João Azevêdo (PSB) em 2022 e chegou ao segundo turno, em uma eleição que parecia definida em prol do socialista ainda no primeiro turno. Para o próximo pleito, no entanto, há quem diga na oposição que ele poderá ser vice na chapa a ser encabeçada por Cícero ou disputará uma vaga na Câmara dos Deputados, abrindo espaço para que Romero Rodrigues (Podemos) componha a chapa com o gestor pessoense.
O movimento de Wellington e Mersinho, portanto, faz parte do processo de aproximação do grupo cicerista com o comandado pelo ex-governador Cássio Cunha Lima (PSD), pai de Pedro. Essa aproximação, diga-se de passagem, inclui o processo de afastamento do gestor em relação à base governista. O grupo comandado por João Azevêdo já tem Lucas Ribeiro (PP) como candidato e isso foi explicitado previamente para Cícero Lucena. Por causa disso, ele comunicou ao governador sua saída do antigo partido e passou a se aproximar de setores da oposição.
A confirmação sobre uma eventual filiação de Wellington e Mersinho ao PSD, no entanto, não deve ocorrer agora, já que ambos têm até abril do ano que vem para fazê-lo. Mersinho, vale ressaltar, disse que deve oficializar a mudança de sigla no momento da janela partidária, em março de 2026, quando os titulares de cargos proporcionais (deputados estaduais e federais) poderão fazê-lo sem risco de terem o mandato contestado. Até lá, a tendência é que as articulações se multipliquem."
Com informações de Suetoni Souto Maior