Não é coincidência. Já virou padrão. Sempre que Campina Grande enfrenta uma crise mais grave, o prefeito Bruno Cunha Lima desaparece do debate público. Some das entrevistas, evita coletivas, foge do contraditório. O silêncio passa a ser sua principal resposta.
Quando reaparece, o roteiro é conhecido: mensagens com forte apelo religioso, referências a Deus, fé e esperança, acompanhadas de promessas grandiosas, mirabolantes e frequentemente megalomaníacas. Obras faraônicas no discurso, anúncios genéricos, projeções distantes. Na prática, os problemas concretos da cidade continuam sem solução.
O resultado é previsível. As crises não só permanecem como retornam maiores. Novos problemas se acumulam sobre antigos. Campina Grande afunda em praticamente todas as métricas que realmente importam para a população: serviços públicos precários, gargalos administrativos, desgaste institucional e perda de credibilidade.
O mais grave é que esse ciclo se repete sem qualquer freio institucional. O Tribunal de Contas do Estado da Paraíba, o Ministério Público da Paraíba e a Câmara Municipal de Campina Grande assistem a tudo em absoluto silêncio. Nenhuma ação contundente, nenhuma cobrança efetiva, nenhuma fiscalização que produza consequências reais.
Campina Grande vive uma sucessão de crises sem comando, sem resposta e sem responsabilidade. Enquanto isso, o prefeito segue apostando na retórica, na fé como cortina de fumaça e em promessas futuras que nunca chegam ao presente.
A cidade não precisa de milagres. Precisa de gestão, transparência e coragem para enfrentar problemas reais — antes que a próxima crise chegue. Porque, se depender do histórico recente, ela certamente virá.
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