O contraste teria sido gritante. Enquanto o Açude Novo estaria mergulhado em atrasos, gastos questionáveis e um Natal que não empolga — apesar de quase R$ 3 milhões investidos —, a Vila do Artesão voltou a ser palco de uma festa simples, criativa e funcional, organizada por alguém que sequer possui nomeação oficial: Emerson Cabral, presidente da AMDE.
Isolado politicamente, e administrativamente, dentro da gestão de Bruno Cunha Lima, Emerson tem mostrado mais ritmo, mais organização e mais entrega que um secretariado inteiro com cargos, gabinetes, diárias, estruturas e justificativas prontas para tudo. Com orçamento mínimo e sem holofotes da prefeitura, ele estaria realizando um Natal na VILA DO ARTESÃO que efetivamente acontece — o que já seria mais do que o restante da administração pode exibir no Açude Novo.
E não é de hoje.
No São João, os maiores eventos já realizados na história da Vila do Artesão teriam acontecido justamente sob a batuta de Emerson. Enquanto outros setores da gestão acumulavam críticas, cancelamentos, desmontes e polêmicas, a Vila parecia funcionar em uma espécie de bolha paralela, sobrevivendo pela capacidade de articulação e criatividade do presidente da AMDE.
Os artesãos, aliás, tratam Emerson como um verdadeiro líder. Muitos já afirmam, nos bastidores, que é a primeira vez em anos que se sentem valorizados, ouvidos e integrados às grandes festas da cidade. A palavra “adoração” aparece constantemente quando o assunto é a relação entre eles e o gestor — relação construída sem estrutura, sem apoio da gestão e, segundo alguns, até sob resistência interna.
Enquanto isso, Bruno Cunha Lima repete a cena:
Assim como no São João, não apareceu no evento de lançamento da Vila, e nem deve dar o ar da graça. A ausência teria sido interpretada como mais um capítulo do distanciamento entre o prefeito e um dos poucos quadros que, de fato, apresentariam resultados concretos.
O fato é que, com ou sem nomeação, com ou sem apoio político, com ou sem prestígio no Palácio do Bispo, Emerson Cabral estaria fazendo muito mais do que lhe compete — e muito mais do que qualquer secretário oficialmente nomeado conseguiu entregar este ano.
E fica a pergunta:
Como é que um secretário “sem caneta”, isolado e subestimado, leva a Vila do Artesão ao auge… enquanto o resto da gestão patina até para acender luzes no Açude Novo?
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