"Uma representação protocolada pela Aliança Nacional pela Defesa Ética na Saúde Suplementar (ANDESS) junto ao Ministério Público Federal e ao Conselho Federal de Medicina solicita a adoção de medidas extremas contra o Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB). As acusações são bombásticas, conforme divulgou Lauro Jardim, colunista de O Globo.
A ANDESS requer a interdição imediata do CRM e o afastamento integral de sua diretoria, sob a alegação de que o conselho teria passado a atuar em alinhamento com interesses de operadoras de planos de saúde, com destaque para o sistema Unimed.
A iniciativa mira diretamente o presidente do CRM-PB, Bruno Leandro de Souza, o primeiro vice-presidente, Walter Fernandes de Azevedo, e a segunda vice-presidente, Débora Eugênia Braga Nóbrega Cavalcanti.
Conforme a denúncia, a atual gestão seria responsável por sustentar um modelo institucional que teria abandonado a fiscalização de práticas médicas, resultando em danos à população usuária do sistema de saúde suplementar.
O documento afirma que o conselho paraibano arquivou a totalidade dos processos éticos envolvendo mortes de pacientes, conduta vedada pelo Código de Processo Ético-Profissional. A peça relata três óbitos específicos, supostamente vinculados à negativa de cobertura por planos de saúde ou à demora na liberação de procedimentos de urgência, além de mencionar outros casos de pacientes que teriam sofrido lesões graves.
Outro ponto destacado na representação é a existência de conflitos de interesse considerados estruturais. A ANDESS sustenta que conselheiros do CRM-PB acumulam funções relacionadas à Unimed. Um dos casos citados envolve o conselheiro Valdir Delmiro Neves, que, mesmo sendo alvo de denúncia por negativa assistencial, teria sido indicado para compor comissão fiscalizadora, passando a supervisionar práticas semelhantes às que estavam sob apuração.
A entidade requer que o Conselho Federal de Medicina assuma temporariamente a administração do CRM-PB, com a nomeação de uma diretoria provisória.
Até agora, o CRM não se pronunciou sobre o caso."
Com informações do Portal Hora Agora