O jornalista Geovanne Santos ficou perplexo com o comportamento dos vereadores de Campina Grande. Enquanto a cidade mergulha em uma crise administrativa sem precedentes, a base do prefeito Bruno Cunha Lima decidiu correr para “fiscalizar” um órgão do Governo do Estado — tudo para fugir do caos que explode dentro da própria Prefeitura.
É um espetáculo de contradição: ignoram o buraco no quintal para apontar a sujeira na casa vizinha.
E Campina Grande vive hoje um acúmulo de problemas que nenhum vereador sério teria coragem de ignorar:
• Atraso de cinco meses nos salários dos médicos;
• Hospital da Criança funcionando no limite;
• Hospital Dr. Edgley superlotado e sem insumos;
• Fornecedores, laboratórios, clínicas e hospitais privados sem receber há meses;
• Unidades de saúde sem medicamentos e materiais básicos;
• UPAs parcialmente operando e com equipes desfalcadas;
• Servidores adoecidos e sobrecarregados;
• Protestos constantes por falta de pagamento;
• Obras paradas e contratações por dispensa sob suspeita;
• Transporte público deteriorado e vias abandonadas;
• Falta de transparência e descontrole financeiro;
• Denúncias crescentes de irregularidades em várias secretarias;
• Mortes evitáveis de mães e bebês no ISEA, marcadas por abandono, falta de estrutura e falta de profissionais;
• Abandono estrutural e escândalos sucessivos na maternidade que deveria ser referência da região;
• Interdição do Hospital Pedro I, revelando o colapso total da gestão hospitalar.
E mesmo com esse cenário devastador, os vereadores aliados preferem mirar suas energias em uma fiscalização improvisada no Estado, ignorando completamente a tragédia social e sanitária que se desenrola dentro de Campina Grande.
É por isso que o questionamento de Geovanne Santos ecoa tão forte:
qual é o papel real da Câmara — fiscalizar o Executivo ou protegê-lo?
Porque uma gestão que acumula atrasos, mortes, interdições, caos hospitalar, abandono e dívidas não pode ser tratada com silêncio cúmplice.
A população sabe.
O jornalista disse.
E a Câmara não pode mais fingir que não ouviu.
#CampinaGrande #GeovanneSantos #CâmaraMunicipal #CriseNaSaúde #ISEA #HospitalPedroI #FiscalizaçãoSeletiva #BrunoCunhaLima