GUTEMBERG CARDOSO: SECRETÁRIO DE ADMINISTRAÇÃO DE CAMPINA GRANDE, DIOGO LIRA, DEVERÁ SER AFASTADO IMEDIATAMENTE PELO PREFEITO BRUNO CUNHA LIMA, APÓS DENÚNCIAS GRAVES


O jornalista Gutemberg Cardoso revelou, em vídeo publicado nesta quarta-feira (29), uma denúncia explosiva que pode provocar uma nova crise dentro da gestão Bruno Cunha Lima (UB).

O alvo é o secretário de Administração de Campina Grande, Diogo Lira, que segundo o portal Poder PB, foi denunciado ao Ministério Público da Paraíba (MPPB) sob suspeita de usar carga horária e veículo oficial da Prefeitura para cursar Medicina em tempo integral na UNINASSAU.

A Notícia de Fato protocolada no MPPB aponta incompatibilidade entre a jornada pública de 40 horas semanais e o regime integral do curso de Medicina, o que poderia configurar abandono de função e uso indevido da máquina pública.

Além disso, o documento cita o suposto uso de veículos oficiais, motoristas e combustível custeado pelo erário para deslocamentos pessoais do secretário entre a Secretaria, a universidade e o Hospital Geral de Queimadas, onde ele realizaria atividades práticas do curso.

O jornalista Gutemberg Cardoso classificou o caso como “um dos mais graves escândalos administrativos da atual gestão”, cobrando do prefeito Bruno Cunha Lima o afastamento imediato do secretário até a conclusão das investigações.

Com a repercussão do caso, a própria UNINASSAU também deverá ser alvo de apuração, para que se verifique se os alunos do curso de Medicina estão de fato cumprindo a carga horária integral exigida pelo Ministério da Educação (MEC).

Segundo o Conselho Nacional de Educação (CNE) e o próprio MEC, os cursos de Medicina no Brasil devem obedecer a uma carga horária mínima de 7.200 (sete mil e duzentas) horas, com duração mínima de seis anos de integralização e oferta em regime integral e presencial.

Essa determinação está prevista nas Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Medicina, publicadas pelo MEC, e reforçada pela Portaria MEC nº 378, de 19 de maio de 2025, que estabelece que o curso de Medicina deve ser ofertado integralmente por meio de atividades presenciais, sendo vedada a oferta a distância.

Dessa forma, o Ministério Público também poderá investigar se a UNINASSAU está efetivamente garantindo o cumprimento da carga horária integral exigida pelo MEC, ou se há flexibilizações irregulares que possam beneficiar alunos com vínculos públicos em cargos de dedicação exclusiva.

O episódio gera forte desconforto político dentro da Prefeitura, já que Diogo Lira é considerado homem de confiança e peça-chave nas contratações e processos internos da gestão municipal.

Até o momento, nem a Prefeitura, nem o secretário, nem a UNINASSAU se pronunciaram oficialmente sobre o caso. O MPPB deve abrir procedimento investigativo nas próximas horas.


Blog do Milton Figueirêdo

Milton Figueirêdo

Jornalista com especialização em telejornalismo.

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