INACREDITÁVEL - CALOTE MILIONÁRIO DA PREFEITURA DE CAMPINA GRANDE: EMPRESÁRIO ENTRA NA JUSTIÇA PEDINDO DESPEJO DA PRÓPRIA SECRETARIA DE ADMINISTRAÇÃO DO MUNICÍPIO POR FALTA DE PAGAMENTO DE ALUGUÉIS - PRÉDIO SEGUE OCUPADO ILEGALMENTE E SEM CONTRATO

  • 09 Janeiro 2026


BOMBA NA JUSTIÇA - AÇÃO DE COBRANÇA E DESPEJO DE SECRETARIAS - PREFEITURA DE CAMPINA GRANDE É ACUSADA DE NÃO PAGAR ALUGUÉIS E MANTÉM PRÉDIO OCUPADO ILEGALMENTE SEM CONTRATO COM DÍVIDA QUE PODE CHEGAR A R$ 500 MIL (MEIO MILHÃO DE REAIS)

Um processo em tramitação no Tribunal de Justiça da Paraíba expõe mais um capítulo da crise financeira e do descontrole administrativo enfrentado pela Prefeitura de Campina Grande.

O Município é réu na ação de cobrança e de despejo por falta de pagamento cumulada com cobrança de aluguéis nº 0846609-40.2025.8.15.0001, movida por um proprietário idoso, que afirma estar há meses — e, em parte, por anos — sem receber valores devidos pelo aluguel de um imóvel ocupado por secretarias municipais, mesmo após o encerramento formal do contrato.

O valor inicial da ação é de R$ 299.320,44, mas, conforme os próprios autos, com juros, correção monetária, multas contratuais e novos aluguéis, a dívida pode se aproximar ou até ultrapassar R$ 500 mil.

PRÉDIO CONTINUA OCUPADO MESMO APÓS FIM DO CONTRATO

O imóvel, localizado na Rua Irineu Joffily, no Centro da cidade, foi alugado oficialmente para funcionamento da Secretaria de Administração e da Secretaria de Obras, com aluguel mensal de R$ 40 mil, conforme o contrato administrativo nº 2.03.035/2023.

O contrato se encerrou em 7 de dezembro de 2025, mas, segundo a ação judicial:

• a Prefeitura não desocupou o imóvel;

• não firmou novo contrato;

• não quitou os aluguéis em atraso;

• e continuou utilizando o prédio normalmente.

No caso da Secretaria de Obras, a situação descrita no processo é ainda mais grave: o órgão teria permanecido por cerca de dois anos no imóvel sem contrato vigente, sem pagamento regular dos valores devidos.

SECRETÁRIOS CITADOS E FORMALMENTE NOTIFICADOS

Os autos e as notificações extrajudiciais anexadas ao processo citam diretamente integrantes do alto escalão da Prefeitura, que teriam sido comunicados formalmente sobre os débitos:

• Diogo Flávio Lyra Batista – Secretário de Administração, signatário do contrato de locação e responsável direto pela pasta ocupante do imóvel;

• Felipe Gadelha – Secretário Executivo de Finanças, destinatário de notificação formal de cobrança;

• Gustavo Braga – Secretário de Finanças, também oficialmente comunicado sobre os valores em atraso.

De acordo com a documentação juntada aos autos, havia dotação orçamentária prevista em contrato para o pagamento dos aluguéis, o que reforça a gravidade do impasse.

IDOSO, DOENTE E SEM RECEBER: O IMPACTO HUMANO

O autor da ação, José Araújo de Oliveira Filho, é idoso, aposentado, diabético e cardiopata. Segundo a defesa, o aluguel do imóvel representa sua principal — quando não única — fonte de renda, essencial para custear medicamentos, exames, consultas e despesas básicas.

Diante desse quadro, a Justiça reconheceu:

• prioridade absoluta de tramitação, com base no Estatuto do Idoso;

• concessão de justiça gratuita, diante da hipervulnerabilidade econômica e sanitária do autor.

LINHA DO TEMPO DO CASO

Dezembro de 2023

➡️ Assinatura do contrato de locação com a Prefeitura.

Julho a dezembro de 2025

➡️ Prefeitura deixa de pagar seis meses de aluguel, mesmo com previsão orçamentária.

07 de dezembro de 2025

➡️ Contrato é encerrado oficialmente; imóvel não é desocupado.

09 de dezembro de 2025

➡️ Secretários Diogo Lyra, Felipe Gadelha e Gustavo Braga recebem notificações formais de cobrança.

19 de dezembro de 2025

➡️ Ação de despejo com cobrança é protocolada na Justiça.

07 de janeiro de 2026

➡️ Processo é redistribuído para a Vara da Fazenda Pública.

Agora

➡️ Justiça analisa pedido de despejo liminar, bloqueio de verbas e cobrança integral da dívida.

MAIS UM SINAL DO CAOS FINANCEIRO

A ação pede:

• despejo liminar da Prefeitura, sem oitiva prévia;

• cobrança dos aluguéis vencidos e vincendos;

• bloqueio de valores orçamentários;

• pagamento de juros, correção e multas;

• regularização de débitos de IPTU.

O processo se soma a outros episódios recentes envolvendo atrasos, contratos não honrados e judicialização crescente das obrigações do Município.

O alerta é claro: o passivo cresce mês a mês, pode chegar a meio milhão de reais, e o custo final tende a recair sobre o contribuinte.

Até o momento, a Prefeitura de Campina Grande não se manifestou oficialmente sobre o caso.

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Blog do Milton Figueirêdo

Milton Figueirêdo

Jornalista com especialização em telejornalismo.

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