"O 1º suplente a deputado federal e ex-parlamentar Julian Lemos, em entrevista ao programa Arapuan Verdade, nesta sexta-feira (12), lembrou dos anos que esteve ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro, revelou que o líder da extrema direita tentava corromper membros das Forças Armadas e era admirador do ex-presidente da Venezuela Hugo Chávez.
Julian, que era chamado de braço direito por Bolsonaro durante o primeiro mandato como presidente da República, explicou que ele tentava ‘barganhar’ com militares para ganhar mais prestígio em seu governo “…ele tinha um modelo que era o de Hugo Chávez. Ele dizia que quem manda no país é as Forças Armadas, e ele começou a tentar corromper as Forças Armadas. Ele começou a corromper as Forças Armadas igual Hugo Chávez. Você viu a leva de generais…tinham generais ali que passaram a receber muito dinheiro no Palácio do Planalto… começava a corromper com a vaidade, moral… as vantagens…”, destacou como acompanhou o ClickPB.
O ex-bolsonarista recordou um dos militares que rapidamente foi exonerado do governo Bolsonaro “quem não entrou na dele foi Santos Cruz, o primeiro general que ele nomeou como comandante das Forças Armadas que rapidinho vasou. Estou falando aqui, por traz da cortina do palco, só eu sabia, Bebiano sabia”, revelou lembrando das baixas na equipe ministerial de Bolsonaro, dando como exemplo também o primeiro a sair que foi Gustavo Bebbiano, da Secretaria Geral da Presidência.
As falas de Julian acontecem após o julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) que condenou à prisão, por tentativa de golpe de estado, o ex-presidente Jair Bolsonaro, a 27 anos e 3 meses. “Ele tinha plano de poder, não de país”, destacou Julian Lemos lembrando de sua dedicação a campanha de Bolsonaro e ao seu governo quando eleito no primeiro mandato em 2018 “é inconteste a minha participação e apoio a Bolsonaro na história do país e ninguém pode negar isso”.
Ao ser questionado sobre como era a convivência com Bolsonaro, Lemos reforçou a decepção que teve ainda no primeiro mandato do governo “ele não é o que as pessoas acham – frio, insensível, ele é pior. Qualquer pessoa que tenha entendimento de psicologia e psiquiatria sabe que o choro dele é de alguém que perde o poder, mas não de se sentir mal. Alguém pode me mostrar um gesto ou vídeo do perfil de humanidade de Bolsonaro? não, porque não tem”, reforçou."
Com informações do Portal Click PB