Laudo mostra como foi tiro de tenente-coronel que matou esposa em SP


"Feminicídio - A decisão das autoridades em pedir a prisão de Geraldo aconteceu após a Polícia Técnico-Científica anexar ao inquérito laudos relacionados à morte de Gisele. Indícios que constam em dois dos 24 laudos foram determinantes para isso.

Muitos dos laudos foram refeitos a pedido da própria investigação porque havia dúvidas sobre as circunstâncias da morte da soldado. Cada um deles teve importância para a investigação:

Necroscópico: concluiu que Gisele tinha marcas de dedos no pescoço e desmaiou antes de ser baleada e morta com um tiro na cabeça;

Trajetória do tiro: apontou que o disparo foi dado de baixo para cima e com o cano encostado na cabeça;

Exumação: vários exames foram refeitos no corpo, até mesmo complementares, como o necroscópico;

Toxicológico: não encontrou resquícios de álcool ou drogas, descartando a possibilidade de ela ter bebido ou estar dopada;

Residuográfico: não detectou pólvora nas mãos de Gisele nem nas de Geraldo;

De local de crime: Gisele foi encontrada caída e segurando a arma, o que é incomum em casos de suicídio _segundo peritos, o mais provável é que ela largasse a pistola.

Exames indicaram a presença de sangue de Gisele no box do banheiro e em outros cômodos do apartamento. A perícia usou o luminol - equipamento com reagente químico, que indica rastros de sangue contra a luz.

A Justiça Militar decretou nesta terça-feira (17) a prisão preventiva do tenente-coronel Geraldo Neto. Ele foi preso pela Corregedoria da Polícia Militar (PM) em São José dos Campos, interior do estado, por volta das 8h17 desta quarta-feira (18), e levado para São Paulo."

Com informações do g1

Blog do Milton Figueirêdo

Milton Figueirêdo

Jornalista com especialização em telejornalismo.

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