Lula reforça pedido a governadores por redução no ICMS sobre combustíveis

Lula reforça pedido a governadores por redução no ICMS sobre combustíveis
(Imagem: adriano machado)

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reforçou nesta quinta-feira (19) pedido aos governadores para que reduzam o ICMS sobre os combustíveis.

O presidente comentava sobre os impactos internos provocados pela guerra no Oriente Médio. Lula voltou a criticar aumentos no preço do álcool, da gasolina e as pessoas que, segundo ele, se aproveitam da situação.

“Vamos fazer todo o esforço e também pedir para os governadores para fazerem a isenção do ICMS”, afirmou.

“E o governo federal se dispõem a devolver para o estado metade da isenção dada. Temos que evitar que essa guerra chegue ao prato do povo”, prosseguiu.

Como o ICMS é um imposto estadual, cada estado tem autonomia para tomar suas decisões sobre tributos, de modo que eles não são obrigados a baixar o imposto.

Lula já tinha feito um pedido público informalmente aos governadores, que rejeitaram a proposta. Depois disso, uma equipe do Ministério da Fazenda se reuniu com representantes dos estados para formalizar a demanda.

Na ocasião, o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo federal propôs aos estados zerar o ICMS sobre importação do diesel até o fim de maio, sendo que metade de suas perdas seria compensada pela União.

Segundo a Fazenda, os estados pediram tempo. Durigan afirmou que a decisão será tomada até o dia 28 de março, quando está marcada uma reunião presencial sobre o assunto em São Paulo.

A declaração de Lula foi feita durante a abertura da 17ª Caravana Federativa em São Paulo.

Medidas do governo

O governo tem se articulado para tentar diminuir os impactos internos provocados pelo aumento do preço do petróleo, em decorrência da guerra. O diesel, por exemplo, já ficou mais caros para os distribuidores.

Na semana passada, o Executivo anunciou redução de impostos federais sobre o diesel, além de subsídios para produtores e importadores. A preocupação do Planalto é com os custos logísticos e seu impacto nos preços de alimentos e outros produtos.

Ao mesmo tempo em que negocia com os estados, o governo preparou um pacote de medidas para endurecer a fiscalização do piso mínimo do frete e punir empresas que descumprem a regra.

  • O Executivo, com isso, tem se articulado também para evitar uma nova greve de caminhoneiros diante da escalada dos preços do diesel. Do g1.


Blog do Milton Figueirêdo

Milton Figueirêdo

Jornalista com especialização em telejornalismo.

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