MAIS UM VERDADEIRO ESCÂNDALO NA PREFEITURA DE CAMPINA GRANDE: ENQUANTO A CIDADE AFUNDA EM CRISE, GESTÃO DA STTP TORRA MAIS DE R$ 230 MIL SOMENTE EM DIÁRIAS

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  • 19 Fevereiro 2026
MAIS UM VERDADEIRO ESCÂNDALO NA PREFEITURA DE CAMPINA GRANDE: ENQUANTO A CIDADE AFUNDA EM CRISE, GESTÃO DA STTP TORRA MAIS DE R$ 230 MIL SOMENTE EM DIÁRIAS
(Imagem: divulgação)

Campina Grande vive um dos momentos mais delicados de sua história administrativa e financeira, mas um levantamento baseado em dados oficiais do Tribunal de Contas do Estado (TCE) revela um cenário que revolta a população: somente em 2025, a Superintendência de Trânsito e Transportes Públicos (STTP) gastou R$ 230.170,00 em diárias.

O valor faz parte de um montante ainda mais impressionante: R$ 1.196.399,30 em diárias pagas pela Prefeitura de Campina Grande no mesmo período.

Enquanto isso, a realidade nas ruas é outra.

A cidade convive com:

• salários atrasados e prestadores de serviço sem receber

• denúncias constantes na área da saúde

• crise estrutural em equipamentos públicos

• problemas na infraestrutura urbana

• fornecedores reclamando de falta de pagamento

• clima de instabilidade administrativa

O contraste entre o discurso de dificuldades financeiras e os gastos elevados com diárias levanta um questionamento inevitável: qual é, de fato, a prioridade da gestão?

As diárias são verbas indenizatórias destinadas a cobrir despesas com viagens a serviço. O problema não está na existência do instrumento legal, mas no volume gasto em meio a um cenário de colapso financeiro, falta de planejamento e contenção de despesas em setores essenciais.

Para especialistas em contas públicas, momentos de crise exigem:

• corte de gastos não essenciais

• controle rigoroso das despesas

• transparência na destinação dos recursos

Nada disso parece acompanhar os números apresentados.

A STTP, que deveria concentrar esforços na melhoria da mobilidade urbana, organização do trânsito e eficiência do transporte público, agora aparece no centro de um debate sobre prioridades administrativas.

A pergunta que ecoa nas ruas é direta:

como pode faltar dinheiro para áreas essenciais enquanto centenas de milhares de reais são destinados a diárias?

O caso ganha contornos ainda mais graves quando colocado lado a lado com o atual cenário financeiro do município, marcado por atrasos, queixas de servidores, serviços comprometidos e sucessivas denúncias de desorganização administrativa.

A crise existe — e os números mostram que ela não é apenas financeira, mas também de gestão.

A população paga a conta.

Blog do Milton Figueirêdo

Milton Figueirêdo

Jornalista com especialização em telejornalismo.

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