"Uma grave denúncia poderá abalar o alto escalão da Prefeitura de Campina Grande. O secretário municipal de Administração, Diogo Lira, teria sido denunciado ao Ministério Público da Paraíba (MPPB) sob a acusação de supostos atos de improbidade administrativa.
Diogo Lira é um dos principais secretários da Prefeitura de Campina Grande, sendo o responsável direto pela relação com os servidores municipais e por assinar todos os processos e a documentação legal das contratações milionárias realizadas pela gestão.
De acordo com informações contidas em uma Notícia de Fato protocolada no MPPB, o gestor poderia estar utilizando o horário de expediente e veículos oficiais da Prefeitura para frequentar o curso de Medicina na UNINASSAU, o que configuraria, em tese, uso indevido da máquina pública para fins pessoais.
A denúncia aponta uma possível incompatibilidade entre a jornada do cargo público — que exigiria dedicação exclusiva e 40 horas semanais — e as exigências do curso de Medicina, reconhecido por ter aulas e estágios em tempo integral. Caso as informações sejam confirmadas, isso indicaria um eventual abandono de funções públicas e um grave desvio de finalidade.
Os relatos também sugerem que o secretário poderia estar utilizando veículos oficiais, motoristas e combustível custeado com recursos públicos para seus deslocamentos pessoais, inclusive entre a Secretaria, a faculdade e o Hospital Geral de Queimadas, onde realizaria atividades acadêmicas.
Se comprovadas, as condutas se enquadrariam nos tipos de enriquecimento ilícito, prejuízo ao erário e violação dos princípios da administração pública, conforme os artigos 10 e 11 da Lei nº 8.429/92 (Lei de Improbidade Administrativa).
O caso causa desconforto político dentro da gestão Bruno Cunha Lima. No início do ano, portais como o Blog do Bruno Lira e o ClickPB destacaram a permanência de Diogo Lira como uma decisão estratégica do prefeito, que apostava na “continuidade de nomes de confiança”. Agora, o secretário passa a ser citado em uma denúncia que coloca em dúvida justamente os princípios de probidade e moralidade que deveria zelar.
Diante da gravidade dos fatos relatados, espera-se que o Ministério Público da Paraíba realize uma apuração rigorosa e imparcial, a fim de confirmar ou não o possível uso do cargo público em benefício pessoal, com custos supostamente arcados pelo contribuinte."
Com informações do Poder PB
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