MESMO COM ARRECADAÇÃO RECORDE, REPASSES MILIONÁRIOS E O MAIOR ARROCHO TRIBUTÁRIO DA HISTÓRIA, GESTÃO BRUNO CUNHA LIMA AFUNDA AS FINANÇAS DO MUNICÍPIO

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  • 18 Fevereiro 2026
MESMO COM ARRECADAÇÃO RECORDE, REPASSES MILIONÁRIOS E O MAIOR ARROCHO TRIBUTÁRIO DA HISTÓRIA, GESTÃO BRUNO CUNHA LIMA AFUNDA AS FINANÇAS DO MUNICÍPIO
(Imagem: divulgação)

PARA ONDE TERIA IDO O DINHEIRO DA PREFEITURA DE CAMPINA GRANDE ?

A explosão na arrecadação própria de Campina Grande entre 2021 e 2024 — período que corresponde ao primeiro mandato do prefeito Bruno Cunha Lima — escancara um cenário que revolta a população: nunca se cobrou tanto do contribuinte e, ainda assim, a Prefeitura mergulhou em crise financeira, com salários atrasados, fornecedores sem receber e serviços ameaçados.

Dados oficiais do Tribunal de Contas do Estado comprovam que a gestão promoveu um verdadeiro arrocho tributário, elevando de forma agressiva impostos e taxas municipais. O IPTU saltou de R$ 36,6 milhões para R$ 60,6 milhões — aumento de cerca de 65%. Já o ISS praticamente dobrou, saindo de R$ 77,9 milhões para R$ 148,1 milhões.

O ITBI, alvo constante de críticas do setor imobiliário pelas alíquotas consideradas abusivas, teve crescimento de aproximadamente 60%, enquanto o Imposto de Renda Retido na Fonte mais que dobrou, com alta superior a 100%.

As taxas municipais também dispararam, com aumento de 52%, e até a Cosip — contribuição cobrada na conta de energia da população — subiu 25%.

No consolidado, a receita tributária própria saiu de R$ 215,6 milhões em 2021 para R$ 376,4 milhões em 2024, um crescimento superior a 74%. Um recorde histórico.

E não foi só isso.

Durante o mesmo período, Campina Grande recebeu volumes milionários em repasses constitucionais, transferências federais e emendas parlamentares — os maiores já registrados.

CRISE EXPLODE APÓS AS ELEIÇÕES

Mesmo diante desse caminhão de dinheiro entrando nos cofres públicos, a realidade hoje é de colapso administrativo.

Desde novembro de 2024:

• salários passaram a atrasar

• fornecedores estão sem pagamento

• prestadores de serviço denunciam calotes

• o clima entre servidores é de revolta e insegurança

A pergunta que ecoa nas ruas é direta:

ONDE FOI PARAR O DINHEIRO?

POPULAÇÃO PAGOU A CONTA

Enquanto a arrecadação batia recordes, o campinense enfrentou:

• aumento da carga tributária

• cobrança mais dura de impostos

• pressão sobre o setor produtivo

• crescimento do custo de vida

O resultado é um sentimento generalizado de indignação.

Nunca se arrecadou tanto. Nunca se cobrou tanto. E nunca a Prefeitura viveu uma crise financeira tão profunda.

A combinação de arrocho fiscal histórico com colapso nas contas públicas transforma o atual cenário em um dos capítulos mais controversos da administração municipal.

A crise, que começou logo após o período eleitoral, levanta suspeitas, provoca cobranças e deve se tornar o principal campo de batalha político e administrativo em Campina Grande nos próximos meses.

Blog do Milton Figueirêdo

Milton Figueirêdo

Jornalista com especialização em telejornalismo.

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