PARA ONDE TERIA IDO O DINHEIRO DA PREFEITURA DE CAMPINA GRANDE ?
A explosão na arrecadação própria de Campina Grande entre 2021 e 2024 — período que corresponde ao primeiro mandato do prefeito Bruno Cunha Lima — escancara um cenário que revolta a população: nunca se cobrou tanto do contribuinte e, ainda assim, a Prefeitura mergulhou em crise financeira, com salários atrasados, fornecedores sem receber e serviços ameaçados.
Dados oficiais do Tribunal de Contas do Estado comprovam que a gestão promoveu um verdadeiro arrocho tributário, elevando de forma agressiva impostos e taxas municipais. O IPTU saltou de R$ 36,6 milhões para R$ 60,6 milhões — aumento de cerca de 65%. Já o ISS praticamente dobrou, saindo de R$ 77,9 milhões para R$ 148,1 milhões.
O ITBI, alvo constante de críticas do setor imobiliário pelas alíquotas consideradas abusivas, teve crescimento de aproximadamente 60%, enquanto o Imposto de Renda Retido na Fonte mais que dobrou, com alta superior a 100%.
As taxas municipais também dispararam, com aumento de 52%, e até a Cosip — contribuição cobrada na conta de energia da população — subiu 25%.
No consolidado, a receita tributária própria saiu de R$ 215,6 milhões em 2021 para R$ 376,4 milhões em 2024, um crescimento superior a 74%. Um recorde histórico.
E não foi só isso.
Durante o mesmo período, Campina Grande recebeu volumes milionários em repasses constitucionais, transferências federais e emendas parlamentares — os maiores já registrados.
CRISE EXPLODE APÓS AS ELEIÇÕES
Mesmo diante desse caminhão de dinheiro entrando nos cofres públicos, a realidade hoje é de colapso administrativo.
Desde novembro de 2024:
• salários passaram a atrasar
• fornecedores estão sem pagamento
• prestadores de serviço denunciam calotes
• o clima entre servidores é de revolta e insegurança
A pergunta que ecoa nas ruas é direta:
ONDE FOI PARAR O DINHEIRO?
POPULAÇÃO PAGOU A CONTA
Enquanto a arrecadação batia recordes, o campinense enfrentou:
• aumento da carga tributária
• cobrança mais dura de impostos
• pressão sobre o setor produtivo
• crescimento do custo de vida
O resultado é um sentimento generalizado de indignação.
Nunca se arrecadou tanto. Nunca se cobrou tanto. E nunca a Prefeitura viveu uma crise financeira tão profunda.
A combinação de arrocho fiscal histórico com colapso nas contas públicas transforma o atual cenário em um dos capítulos mais controversos da administração municipal.
A crise, que começou logo após o período eleitoral, levanta suspeitas, provoca cobranças e deve se tornar o principal campo de batalha político e administrativo em Campina Grande nos próximos meses.