A crise que se instalou na administração de Bruno Cunha Lima (União Brasil) acaba de ganhar um capítulo ainda mais grave. O Ministério Público da Paraíba, por meio da 15ª Promotoria de Justiça de Campina Grande, instaurou oficialmente o Procedimento Preparatório nº 003.2025.008023 para investigar fortes indícios de irregularidades nos gastos da Secretaria Municipal de Saúde, especialmente nos contratos com pessoas jurídicas que recebem remunerações acima de R$ 40 mil mensais.
De acordo com o documento, assinado pelo promotor Alcides Leite de Amorim, uma planilha enviada pela própria Secretaria aponta que os profissionais vinculados às empresas destacadas recebem juntos R$ 2.131.586,80 por mês — número que por si só já coloca a gestão contra a parede. O MP determinou que o secretário Carlos Dunga Júnior explique, em até 15 dias úteis, todos os fundamentos jurídicos, administrativos e financeiros das contratações, incluindo critérios, justificativas, documentos, licitações, dispensas, vínculos e lista completa dos profissionais lotados por empresa, além de comprovação de fiscalização e aderência à LRF.
A Controladoria-Geral do Município também foi formalmente acionada para informar se existe auditoria, sindicância ou tomada de contas sobre os mesmos contratos — algo que, segundo fontes internas, não existe, mesmo após meses de denúncias públicas e sucessivos atrasos de pagamento.
SERVIDORES SEM SALÁRIO, SAÚDE COLAPSADA E PROTESTOS NAS RUAS: A OUTRA FACE DO CAOS
Enquanto os contratos milionários para PJ avançam, servidores efetivos e prestadores da Saúde enfrentam atrasos recorrentes. Na última semana, milhares foram às ruas em uma das maiores manifestações já registradas no setor, com forte apoio do SINTAB.
A paralisação evoluiu para greve geral, após a Prefeitura novamente atrasar pagamentos e tentar justificar o caos apontando “problemas orçamentários”.
Vereadores confirmaram que o Executivo prepara mais um pedido de suplementação orçamentária, não apenas para tentar regularizar a folha, mas também para garantir o 13º salário — um pedido que não será o primeiro, nem o segundo, mas mais um capítulo da gestão financeiramente desorganizada de Bruno.
O QUADRO GERAL: INVESTIGAÇÕES, CRISE FINANCEIRA, REBELIÃO DE SERVIDORES E EMPRESAS QUE SE MULTIPLICAM
O Ministério Público agora passa a atuar com base em:
• Documentos oficiais enviados pela própria Secretaria de Saúde
• Planilhas que apontam pagamentos mensais milionários
• Empresas com contratos reiterados, muitos deles sem licitação
• Acúmulo de denúncias envolvendo supostas empresas de fachada
• Falta de auditorias internas
• Risco de violação da LRF
• Indícios de direcionamento e vínculos duvidosos
• Crise financeira crônica na gestão
Nos bastidores, a instauração do procedimento é vista como um movimento que pode evoluir rapidamente para:
• Recomendações duras
• Ações civis públicas
• Pedido de bloqueio de bens
• Encaminhamentos criminais
• Intervenção em contratos
• Quebra de sigilos
• Investigações ampliadas na estrutura da Saúde
UM CERCO QUE APERTA
A gestão Bruno Cunha Lima enfrenta agora grave crise política, financeira, institucional e jurídica. O Procedimento Preparatório do MPPB confirma que o Ministério Público vê material suficiente para suspeitar de um esquema de grande proporção, que pode envolver:
• contratação de PJs superfaturadas,
• empresas criadas às pressas,
• dispensa de licitação sistematizada,
• pagamentos milionários sem comprovação de necessidade real,
• e ausência total de controle interno da Prefeitura.
A partir de agora, com o MP exigindo documentos, justificativas e explicações formais, o caso deixa de ser apenas denúncia — e passa a ser investigação oficial em curso, com potencial de desencadear um dos maiores escândalos já registrados na administração pública de Campina Grande.
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