Carta aberta expõe o colapso da Prefeitura de Campina Grande e acusa o prefeito de ter quebrado a máquina administrativa da PMCG
No Dia do Servidor Público, o ex-vereador e sindicalista Napoleão Maracajá publicou uma carta aberta devastadora contra o prefeito Bruno Cunha Lima, responsabilizando-o pelo caos administrativo e financeiro que se instalou na Prefeitura de Campina Grande.
O texto, divulgado nesta segunda-feira (28), é um retrato cruel da realidade enfrentada pelos servidores públicos municipais — sem salários, sem progressões e sem esperança.
Napoleão lembra que quase todas as promessas de Bruno Cunha Lima ficaram no papel e que o segundo mandato começou ainda pior: com progressões engavetadas, educação abandonada e prestadores de serviço passando fome.
“As progressões estão paradas, o decreto das progressões continua engavetado, e Campina Grande ainda não paga o salário mínimo nacional”, denuncia.
O ex-vereador critica o tratamento humilhante dado aos vigias da rede municipal:
“O adicional de risco de vida vale menos do que um botijão de gás. Quanto vale a vida de um vigia em Campina Grande?”, questiona.
A carta também atinge em cheio a falta de diálogo e o desmonte da educação municipal:
“Creches e escolas sucateadas, servidores desvalorizados e um silêncio absoluto no lugar do diálogo. Se a educação, que deveria ser prioridade, foi deixada de lado, imagine o restante da cidade.”
Napoleão acusa o prefeito de ter perdido o controle da administração pública e de tentar culpar o Governo Federal pelos próprios erros:
“É covarde atribuir a terceiros os próprios erros. As poucas obras que existem hoje em Campina Grande são do Governo Federal — e ainda assim a gestão municipal as esconde.”
Encerrando o texto, o ex-vereador recorre à memória de Félix Araújo, símbolo da resistência e da dignidade campinense:
“Esta terra de bravos não será terra de escravos, nem reinado de opressão.”
E conclui com a frase mais dura de toda a carta:
“Diante de tudo isso, senhor prefeito… o senhor consegue dormir bem?”
A publicação circula rapidamente entre servidores, lideranças e internautas de Campina Grande, que consideram o texto um marco da revolta silenciosa que toma conta da cidade.
Campina Grande, que já foi símbolo de eficiência e orgulho do interior nordestino, afunda sob o peso de uma gestão desgovernada e sem rumo.
⸻