O dirigente sindical Napoleão Maracajá tornou pública, nesta segunda-feira (30), uma Nota de Repúdio e Denúncia Pública relatando a situação enfrentada por trabalhadores terceirizados da Secretaria de Saúde, vinculados à empresa General Goods. Segundo a denúncia, os salários referentes ao mês de novembro seguem em atraso mesmo após o período natalino, agravando a situação social de dezenas de famílias.
No documento, Maracajá classifica o caso como desumano, cobra respostas imediatas e pede a intervenção da imprensa, do Ministério Público e da Câmara de Vereadores para garantir o cumprimento dos direitos trabalhistas.
“NOTA DE REPÚDIO E DENÚNCIA PÚBLICA
Gostaríamos de expressar nossa profunda indignação diante da situação vivida pelos trabalhadores terceirizados da Secretaria de Saúde, vinculados à empresa General Goods.
Hoje, 30 de dezembro, o salário referente ao mês de novembro ainda não foi pago, mesmo após o Natal, período em que muitos dependeriam desse rendimento para garantir sustento e dignidade às suas famílias.
Nos últimos dias, tenho recebido diversas denúncias e pedidos de socorro de trabalhadores, relatando desespero diante da falta de pagamento e da total ausência de explicações por parte da empresa.
A situação é crítica: há famílias sem comida dentro de casa, sem condições de comprar um remédio, de adquirir sequer um panetone, impossibilitadas de celebrar o fim de ano com alegria — restando apenas tristeza, frustração e choro.
Salário não é favor, é direito garantido pela lei.
É dever da empresa e dos órgãos responsáveis assegurar o pagamento pelos serviços já prestados.
Diante dessa realidade desumana e inadmissível, solicitamos:
1. Resposta imediata e esclarecimento sobre os motivos do atraso;
2. Data concreta para o pagamento dos salários em atraso;
3. A atuação da imprensa livre da Paraíba, para dar visibilidade ao caso;
4. A intervenção do Ministério Público, para assegurar o cumprimento dos direitos trabalhistas;
5. Apoio da Câmara de Vereadores, para interceder em defesa desses trabalhadores em sofrimento.
Trata-se de uma questão humanitária. Trabalhadores não podem esperar.
A fome e a necessidade não podem ser naturalizadas.”
Napoleão Maracajá