Presidente do SINTAB clama por socorro após atrasos de salários desde agosto e diz que servidores passam fome em Campina Grande

  • 23 Outubro 2025


"O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Públicos Municipais do Agreste e da Borborema (Sintab), Franklyn Barbosa, denunciou em entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, apresentado por Fabiano Gomes, Jaceline Marques e Glauber Beserra, a grave situação enfrentada pelos servidores da saúde de Campina Grande.

Segundo Franklyn, os prestadores de serviço da saúde estão sem receber salários desde agosto e alguns já relataram passar fome. Os atrasos atingem também os servidores efetivos, que enfrentam atraso recorrente todos os meses, e a situação se aproxima de completar um ano de pagamentos atrasados.

“Para a gente dialogar com a população e tratar sobre a questão dos servidores públicos e da saúde do público aqui de Campina Grande, de fato, a situação é das mais preocupantes. A saúde pública de Campina Grande nunca vivenciou uma crise tão profunda, uma crise sem precedentes nessa dimensão. O pior é que mês a mês a situação se agrava”, afirmou Franklyn Barbosa.

O sindicalista ainda criticou a gestão municipal: “É como se o prefeito de Campina Grande tivesse desistido de governar a saúde municipal. Todos os servidores da saúde, efetivos e prestadores de serviço, não têm mais segurança sequer de receber seus salários. Vai completar um ano de atraso caso a prefeitura não pague no próximo mês”.

Franklyn relatou os impactos da situação: “Já tem funcionário passando fome, passando necessidade em casa. O último salário que os prestadores de serviço receberam foi em agosto, e já vai completar dois meses sem pagamento. Quando fazemos visitas aos locais de trabalho, ouvimos pedidos de socorro e relatos de trabalhadores que não têm mais nada em casa”.

O presidente do Sintab ressaltou ainda que, embora o sindicato represente legalmente os servidores efetivos, o papel de dialogar com os prestadores de serviço também faz parte da função sindical: “Escutamos o pedido de socorro dos prestadores, porque eles relatam que já não têm mais nada em casa”.

A situação evidencia uma crise profunda na saúde municipal de Campina Grande, colocando em risco a segurança e o sustento de centenas de trabalhadores que dedicam suas vidas ao atendimento da população."

Com informações do Fonte83

Blog do Milton Figueirêdo

Milton Figueirêdo

Jornalista com especialização em telejornalismo.

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