Campina Grande amarga o dissabor de ter ido contra a lógica de todos os sinais e dobrado a aposta ao reeleger um prefeito que já havia sido uma decepção nos quatro anos de sua primeira gestão.
O povo campinense se deixou enganar por um sentimentalismo barato e artificial — o “100% Campina” — fabricado por políticos e marqueteiros milionários, especialistas em criar narrativas bonitas, emocionais e mentirosas.
Hoje, a conta chegou. E o preço é altíssimo.
A cidade está falida, desorganizada e afundando em todas as métricas possíveis. Falta gestão, falta transparência, falta comando. E sobram escândalos, atrasos salariais, precariedade e promessas vazias.
Especialistas em gestão pública apontam que o endividamento da Prefeitura de Campina Grande pode já ultrapassar a casa de R$ 1,5 bilhão, somando dívidas com fornecedores, encargos trabalhistas, restos a pagar e compromissos futuros que colocam o município à beira de um colapso financeiro.
O cenário é de caos fiscal: sem planejamento, sem credibilidade e com o nome da cidade cada vez mais manchado no cenário administrativo.
Enquanto isso, o prefeito Bruno Cunha Lima parece se esconder da realidade — e negar para si mesmo que foi o responsável por colocar a Prefeitura de Campina Grande em um buraco caótico, do qual a cidade dificilmente sairá sem uma profunda reestruturação.
Os atrasos milionários com fornecedores da PMCG se acumulam em todas as áreas: saúde, educação, limpeza urbana, obras, transporte e assistência social. Empresas sem receber há meses, serviços paralisados, contratos suspensos e trabalhadores sofrendo as consequências diretas de uma gestão que perdeu o controle financeiro e administrativo da máquina pública.
E agora, até os aliados políticos que antes defendiam Bruno Cunha Lima estão acuados e envergonhados por terem emprestado-lhe apoio político e legitimado uma gestão que se revelou desastrosa em todos os aspectos. Muitos evitam declarações públicas e tentam se distanciar do prefeito, conscientes do desgaste que o nome dele passou a representar em Campina Grande e em toda a Paraíba.
De merenda escolar a insumos básicos da saúde, de postos médicos a escolas públicas, de hospitais a prédios históricos e sedes de secretarias, Campina vive um colapso estrutural e moral.
Tudo está sucateado, abandonado e sem perspectiva de melhora, enquanto a pergunta ecoa em cada esquina da cidade:
PARA ONDE FOI O DINHEIRO DO MUNICÍPIO?
Por Milton Figueiredo
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