Em meio ao colapso financeiro, administrativo e político da Prefeitura de Campina Grande, o prefeito Bruno Cunha Lima reapareceu longe da crise — em um restaurante do Cariri paraibano. Ao lado da primeira-dama, foi fotografado aos sorrisos no tradicional Casa de Pedra, em Taperoá, enquanto Campina enfrenta uma das piores fases de sua história recente.
Com salários atrasados, unidades de saúde fechando, médicos sem receber e uma CPI da Saúde prestes a ser instalada, o prefeito volta aos holofotes em um cenário de desconexão total com os graves problemas da cidade. O sumiço das redes sociais, antes tratado como estratégia, já é visto como sinal de isolamento político e desgaste pessoal.
Bruno Cunha Lima se tornou o político que foge dos problemas e se esconde da realidade, deixando uma administração desorganizada e sem rumo. Foi assim nos apagões dos hospitais municipais, nas crises das UPAs e no recente calote da PMCG na rede privada de saúde. Enquanto o colapso avança, o prefeito escolhe o silêncio, enquanto crescem os rumores de que a primeira-dama planeja disputar uma vaga na Assembleia Legislativa em 2026.
Na área da Saúde, o Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) já apontou irregularidades em contratos, ausência de transparência nos gastos e falhas na execução orçamentária. O quadro é agravado por salários atrasados, unidades básicas fechadas e falta de medicamentos essenciais.
A crise se estende também à Educação, com obras paradas, problemas na merenda escolar e infraestrutura precária; à Infraestrutura, com serviços paralisados, obras inacabadas e aditivos suspeitos em contratos; e às Finanças, com déficit crescente e desequilíbrio orçamentário que pode ultrapassar R$ 1,5 bilhão, segundo especialistas.
Bruno Cunha Lima parece ter abdicado de governar. Enquanto Campina mergulha no abandono, o prefeito reaparece distante da realidade — aos sorrisos, em clima de pré-campanha.