Opinião: Enquanto João Pessoa avança, Campina Grande afunda no abandono. O contraste entre as gestões dos prefeitos Cícero Lucena e Bruno Cunha Lima nunca foi tão evidente — e simbólico — quanto nos últimos dias


Opinião: Enquanto João Pessoa avança, Campina Grande afunda no abandono. O contraste entre as gestões dos prefeitos Cícero Lucena e Bruno Cunha Lima nunca foi tão evidente — e simbólico — quanto nos últimos dias.

De um lado, o prefeito Cícero Lucena anunciou mais uma ação concreta de recuperação do patrimônio histórico da capital paraibana. Ao assinar o termo de compromisso do PAC para a restauração do prédio da antiga Superintendência da Alfândega, Cícero reafirmou o que já se tornou uma marca de sua gestão: planejamento, articulação institucional e compromisso com a memória urbana. O anúncio se soma a uma série de intervenções estruturantes no Centro Histórico de João Pessoa — recuperação do Ponto de Cem Réis, Conventinho, ocupação de prédios históricos, incentivos fiscais, habitação no centro, projetos culturais e integração com políticas federais.

Do outro lado, em Campina Grande, a história literalmente pegou fogo.

Ontem, um prédio histórico pertencente à Prefeitura de Campina Grande foi atingido por um incêndio, escancarando anos de abandono denunciado, negligência administrativa e total desprezo pelo patrimônio público. Um imóvel destruído, saqueado, pichado, sem qualquer política de preservação, transformado em ruína viva — e agora em cinzas. Um prédio que poderia desabar a qualquer momento e que simboliza, com precisão cruel, o que se tornou a gestão de Bruno Cunha Lima.

Não se trata de um fato isolado. Campina Grande vive uma sequência de fracassos: crise administrativa, desorganização financeira, abandono do Centro Histórico, degradação de espaços públicos, problemas ambientais no Açude Velho e uma gestão incapaz de apresentar resultados consistentes em qualquer métrica relevante. O resultado é conhecido: rejeição crescente, desgaste político acelerado e perda de protagonismo regional.

Enquanto isso, Cícero Lucena transforma gestão em plataforma política. Sua atuação em João Pessoa não apenas recupera a cidade, mas o projeta como principal nome na disputa pelo Governo da Paraíba em 2026, liderando pesquisas e consolidando apoios. A cidade vira vitrine; a gestão, credencial; os resultados, discurso.

Campina Grande, por sua vez, paga o preço de uma administração que abandona a própria história, despreza o patrimônio e governa sem planejamento. O incêndio no prédio histórico não foi um acidente isolado — foi a consequência previsível de uma política de descaso.

Entre a cidade que restaura sua memória e a que deixa sua história virar escombro, o povo paraibano já começa a enxergar com clareza quem governa e quem apenas ocupa o cargo.

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Blog do Milton Figueirêdo

Milton Figueirêdo

Jornalista com especialização em telejornalismo.

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