OPINIÃO - MILTON FIGUEIRÊDO: A GESTÃO DO PREFEITO BRUNO CUNHA LIMA É UMA VERGONHA E SÓ FUNCIONA SOB PRESSÃO; PREFEITURA DE CAMPINA ANUNCIA UMA ESMOLA INSTITUCIONAL EM SUA MÍDIA "OFICIOSA" E A POPULAÇÃO QUE MAIS PRECISA VAI PENAR SEM ATENDIMENTOS DIANTE DA

Campina Grande vive hoje um dos momentos mais vexatórios e revoltantes da sua história administrativa. A atual gestão do prefeito Bruno Cunha Lima conseguiu transformar a saúde pública municipal em um cenário de caos permanente, abandono institucional e desrespeito absoluto à população.


Na noite de hoje, a Prefeitura espalha, por meio de canais alinhados ao desmantelo, a informação de que estaria pagando R$ 2,7 milhões aos hospitais conveniados ao SUS, como se isso fosse um grande feito. Na prática, trata-se de uma tentativa desesperada de fabricar uma narrativa positiva diante de um rombo que, segundo os próprios prestadores de serviço, pode chegar a R$ 100 milhões, quando somadas dívidas diretas, repasses atrasados e valores de emendas parlamentares que teriam tido o destino alterado de forma inexplicável.


R$ 2,7 milhões, diante desse cenário, não passam de esmola institucionalizada.


Não resolve o problema.

Não recompõe os serviços.

Não restabelece a confiança.

Não explica nada.


Pior: sequer há confirmação pública sobre pagamentos à FAP e a outras entidades essenciais para o funcionamento da rede. Tudo é nebuloso, fragmentado e tratado com silêncio estratégico.


A pergunta que ecoa nas ruas, nos corredores dos hospitais e nas unidades de saúde é simples:


Onde está o dinheiro?


O Ministério da Saúde e o Governo Federal já realizaram transferências há bastante tempo, tanto de produtividade hospitalar quanto de emendas parlamentares. Se os recursos foram enviados, por que os hospitais não receberam? Se os hospitais não receberam, quem reteve? Se houve mudança de destinação, quem autorizou? Com base em qual critério? Onde estão os documentos? Onde está a transparência?


Nada disso é esclarecido.


Enquanto isso, profissionais de saúde são demitidos em massa. Enfermeiros, técnicos, recepcionistas, porteiros, auxiliares e outros trabalhadores perderam seus empregos hoje, em diversas unidades. A Secretaria Municipal de Saúde permanece muda. Não apresenta nota, não convoca coletiva, não presta esclarecimentos. Age como se a tragédia não estivesse acontecendo.


Que tipo de gestão normaliza demissões em massa em plena crise sanitária?


Que tipo de prefeito assiste a hospitais ameaçando suspender atendimentos e acha aceitável anunciar migalhas como solução?


Que tipo de governo deixa a dívida explodir, deixa serviços entrarem em colapso e só se mexe quando a pressão pública se torna insustentável?


A resposta é clara: um governo que não planeja, não controla, não fiscaliza e não respeita o dinheiro público.


O problema não é apenas financeiro. É moral, administrativo e político.


Campina Grande está sendo governada por uma gestão que só reage quando encurralada. Que só se movimenta quando denunciada. Que só paga quando exposta. Que só fala quando pressionada.


Não existe política pública séria construída em cima de improviso, maquiagem contábil e propaganda.


A população mais pobre é quem paga a conta. É quem fica sem atendimento. É quem espera por exames. É quem sofre em filas. É quem vê portas se fecharem. É quem morre na espera.


Não há mais espaço para discursos vazios.


A cidade exige respostas:


Quando será pago o valor total da dívida?

Por que surgiu dinheiro “de repente”?

Para onde foram os milhões já enviados pelo Governo Federal?

Quem autorizou mudança no destino de emendas parlamentares?

Quem será responsabilizado?


Sem respostas, resta apenas uma constatação dura:


A gestão Bruno Cunha Lima se tornou sinônimo de desorganização, colapso e desprezo pela saúde pública.


E uma cidade do tamanho de Campina Grande não pode continuar refém de um governo que só funciona sob pressão.


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Blog do Milton Figueirêdo

Milton Figueirêdo

Jornalista com especialização em telejornalismo.

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