A crise que envolve a cidade de Cabedelo não é superficial, nem pontual. Trata-se de um colapso estrutural que mistura desorganização administrativa, descontrole financeiro, obras paralisadas, endividamento crescente e uma relação perigosa com o submundo do crime organizado. Esse cenário não surgiu do nada — ele foi construído ao longo dos anos por decisões equivocadas, conivência política e a permanência das mesmas figuras nos espaços de poder.
O atual prefeito interino, Edvaldo Neto, que também preside a Câmara Municipal e é candidato na disputa que se aproxima - devendo ser eleito com folga - carrega agora uma responsabilidade histórica. Se quiser, de fato, retirar Cabedelo da mancha institucional que hoje a coloca nas páginas policiais e nos noticiários de crise, precisará ir muito além de discursos e gestos simbólicos.
Edvaldo precisa "urgentemente" revolucionar completamente o seu secretariado. Não se trata de ajustes pontuais ou trocas cosméticas. É necessária uma mudança geral, profunda e sem concessões, tanto no secretariado quanto nos cargos estratégicos de direção. Os nomes que representam “mais do mesmo” — os mesmos que ajudaram a conduzir a prefeitura ao caos administrativo e a relações promíscuas com o crime organizado — precisam ser exterminados politicamente da estrutura de poder.
Manter essas figuras é optar pela continuidade do fracasso. São pessoas engessadas, conformadas, viciadas no poder e dependentes do contracheque público. Quadros que não inovam, não planejam, não executam e, pior, arrastam a administração para o atraso, para a suspeição e para o descrédito institucional.
O choque de gestão que Cabedelo exige passa, obrigatoriamente, pela substituição desses arrumados administrativos por nomes técnicos, preparados, com currículo, capacidade de gestão e compromisso com a legalidade. A cidade precisa de gestores, não de operadores políticos. Precisa de técnicos, não de aliados de ocasião. Precisa de gente que saiba administrar, planejar, executar e prestar contas.
Edvaldo Neto está diante de uma encruzilhada clara: ou rompe de forma definitiva com o passado recente, desmonta as engrenagens que levaram a prefeitura ao colapso e promove uma reformulação radical da máquina pública, ou comprometerá de maneira irreversível a sua própria carreira política. A omissão, neste momento, não será interpretada como prudência, mas como conivência.
Cabedelo não suporta mais acordos silenciosos, sobrevivência de grupos e reciclagem de incompetentes. A cidade precisa se libertar das bruxas, dos vícios e das práticas que a colocaram no fundo do poço. Sem coragem para mudar tudo, não haverá reconstrução possível.
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