OPINIÃO - MILTON FIGUEIRÊDO: É HORA DE BRUNO CUNHA LIMA TER SENSIBILIDADE, RECONHECER O FRACASSO E RENUNCIAR PARA SALVAR CAMPINA GRANDE


Campina Grande vive, comprovadamente, um dos períodos mais sombrios de sua história administrativa. Não se trata de um problema isolado, não é uma dificuldade pontual, nem tampouco um episódio passageiro. O que está instalado na cidade é um colapso sistêmico, que atinge praticamente todas as áreas da administração pública municipal e compromete serviços essenciais à sobrevivência da população.

A permanência do prefeito Bruno Cunha Lima no cargo, diante desse cenário, deixou de ser uma questão política e passou a ser um problema humanitário, administrativo e institucional.

A realidade impõe uma reflexão dura, mas necessária: Bruno Cunha Lima não conseguiu governar Campina Grande.

A cidade enfrenta colapso na saúde, abandono na educação, paralisação de obras, sucateamento da segurança patrimonial e urbana, degradação ambiental, inadimplência generalizada, descumprimento de obrigações legais e completa perda de capacidade operacional da Prefeitura.

Na saúde, o quadro é de calamidade pública. Postos sem medicamentos, UPAs sem insumos básicos, hospitais municipais com equipamentos parados, estruturas deterioradas, alas interditadas e profissionais com salários atrasados há meses. Médicos com até seis meses sem receber, pisos nacionais não repassados, fornecedores suspendo entregas e hospitais filantrópicos ameaçando paralisação por falta de pagamento.

Some-se a isso um fato gravíssimo: apagões elétricos em hospitais municipais, ausência ou falha de geradores, cirurgias canceladas e transferências emergenciais de pacientes graves durante a madrugada, feitas às pressas, em condições precárias, expondo pessoas à morte evitável. Este é um retrato incompatível com qualquer gestão minimamente responsável.

Na educação, escolas e creches deterioradas, obras paradas, prestadores sem salário, problemas na merenda, atraso na entrega de fardamentos e descumprimento do piso nacional do magistério. O prejuízo é direto para crianças, adolescentes e famílias.

Na infraestrutura, obras paralisadas inclusive aquelas com recursos federais ou financiadas por empréstimos, construtoras sem receber medições, canteiros abandonados e degradação urbana visível.

A Guarda Municipal opera sem estrutura, sem viaturas em condições, sem equipamentos e com sede em situação precária, com aluguéis atrasados.

A Secretaria de Administração, coração burocrático da gestão, simboliza o colapso: prédio histórico abandonado, nova sede despejada por inadimplência, mudança improvisada em carros de entulho, encargos previdenciários não recolhidos há anos.

Na limpeza urbana, o centro da cidade abandonado, bairros tomados por mato, buracos e lixo, iluminação pública com falhas graves, além da crise ambiental do Açude Velho, que ganhou repercussão nacional com mortandade de peixes.

Na assistência social, subvenções atrasadas, instituições à beira do fechamento, aluguéis sociais sem pagamento e restaurantes populares fechados, ampliando fome e vulnerabilidade.

Além disso, a Prefeitura desconta consignados dos servidores e não repassa aos bancos, provocando negativação de nomes, enquanto empresas de vigilância, limpeza e apoio estão sem receber, deixando trabalhadores meses sem salário.

Veículos locados são bloqueados e recolhidos por falta de pagamento, motoristas são liberados por inexistência de frota, e a máquina pública simplesmente não consegue funcionar.

Esse conjunto de fatos revela um padrão: perda total de capacidade de gestão.

Diante disso, é legítimo, responsável e necessário pedir:

  • Que o Ministério Público Estadual atue com máxima urgência.
  • Que o Ministério Público Federal investigue possíveis desvios e retenções de recursos federais.
  • Que o Tribunal de Contas do Estado aprofunde auditorias.
  • Que o Tribunal de Contas da União fiscalize verbas federais da saúde, educação e assistência social.
  • Que a Câmara Municipal de Campina Grande abandone a omissão e cumpra seu papel constitucional de fiscalização, inclusive discutindo abertura de processos políticos-administrativos.

Mas, acima de tudo, é preciso apelar diretamente ao prefeito:

Bruno Cunha Lima, tenha sensibilidade.

Reconhecer o fracasso não é sinal de covardia. Insistir no erro é.

A renúncia, neste momento, seria um gesto de responsabilidade histórica.

Com a saída do prefeito, o vice-prefeito Alcindor Vilarim teria a missão de, junto com a sociedade civil, instituições, servidores, entidades de classe e forças políticas, montar uma equipe de governo séria, técnica, enxuta e comprometida com a recuperação emergencial da cidade.

Campina Grande precisa de um governo de reconstrução.

Precisa de alguém que priorize pagamento de salários, regularização de contratos, retomada de serviços essenciais, reorganização financeira e transparência.

A cidade não pode continuar sendo empurrada para o abismo.

Cada dia de permanência dessa gestão aprofunda dívidas, destrói serviços, aumenta sofrimento e reduz as chances de recuperação.

  • Por Campina Grande.
  • Pelos servidores.
  • Pelos pacientes.
  • Pelas crianças.
  • Pelos mais pobres.


Bruno Cunha Lima deve renunciar. Agora.


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Blog do Milton Figueirêdo

Milton Figueirêdo

Jornalista com especialização em telejornalismo.

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