Campina Grande vive um dos períodos mais sombrio, caóticos e constrangedores da sua história administrativa recente. Em meio a uma sequência de fatos objetivos, públicos e documentados — atraso de pagamentos, colapso administrativo, serviços paralisados e, agora, o despejo judicial da Secretaria de Administração por meses de aluguéis não pagos — a Prefeitura insiste em vender um mundo paralelo. Enquanto a realidade sangra, a comunicação oficial comemora um “Natal de sucesso”. É o triunfo da propaganda sobre o bom senso.
A responsabilidade política tem nome e sobrenome: Bruno Cunha Lima. Desde o início de sua gestão, a cidade acumula crises sucessivas sem comando, sem respostas e sem consequências. O prefeito some nos momentos mais graves, não dá satisfação à população e permite que a máquina pública funcione à deriva — quando funciona.
O episódio do despejo não é detalhe. Não é “caso isolado”. É símbolo. Uma prefeitura que não honra compromissos básicos não pode exigir credibilidade, não pode falar em sucesso, não pode posar para fotos festivas enquanto a administração desmorona por dentro. Quando uma secretaria estratégica é retirada do prédio por decisão judicial, por não conseguir pagar por meses de aluguéis atrasados, o que está sendo despejado ali é a autoridade moral da gestão.
E o mais escandaloso: ninguém cai. Nenhum secretário é responsabilizado. Nenhuma cabeça rola. Nenhuma explicação convincente é apresentada. O recado é claro e perigoso: errar não tem custo. A incompetência virou política pública.
A cidade afunda em todas as métricas imagináveis — saúde, infraestrutura, gestão financeira, confiança institucional. A sensação nas ruas é de abandono. A percepção geral é de descontrole. A prática cotidiana é de improviso. Campina Grande, que já foi referência administrativa, hoje é tratada como cenário de marketing, não como cidade viva que exige gestão séria.
Diante desse quadro, o silêncio dos órgãos de controle causa perplexidade. Ministério Público da Paraíba e Tribunal de Contas do Estado da Paraíba acompanham, observam, registram — mas, até aqui, não impõem o freio que a sociedade espera. A leniência institucional, ainda que temporária, alimenta o caos.
Campina Grande não precisa de mais releases otimistas. Precisa de governo. Precisa de presença, liderança e responsabilidade. Precisa de um prefeito que assuma os erros, enfrente a crise e pare de tratar a população como plateia de um espetáculo publicitário.
A história cobrará. E cobrará caro. Porque quando uma cidade entra em colapso administrativo, não é o prefeito que paga a conta — é o povo. E esse povo já pagou demais.
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