OPINIÃO: Nabor e a engenharia silenciosa de uma eleição ao Senado


Na política, eleições raramente são vencidas apenas no calor do discurso. Elas são construídas no silêncio das articulações, na soma de gestos aparentemente desconectados e, sobretudo, na leitura correta do tempo político. É exatamente nesse terreno que Nabor Wanderley vem operando sua pré-candidatura ao Senado Federal — com método, paciência e uma estratégia que começa a revelar sua dimensão.


Nabor já ultrapassou a fase da viabilidade. Com mais de 100 prefeitos declarando apoio, ele consolidou uma base territorial robusta, especialmente no interior da Paraíba, onde eleições para o Senado costumam ser decididas muito antes do dia da votação. Prefeitos puxam lideranças, lideranças organizam bases, e bases entregam votos. Esse ciclo, Nabor conhece como poucos.


Mas o diferencial do seu projeto não está apenas na capilaridade municipal. Está na engenharia política que conecta o interior à cena nacional. A presença de Hugo Motta — presidente da Câmara dos Deputados — dá à candidatura um peso que vai além da aritmética eleitoral. Além das Emendas Parlamentares, Hugo começa abrir canais com o governo federal e tem ampliado sua proximidade com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, fator decisivo no Nordeste, onde Lula segue como o mais poderoso cabo eleitoral, sobretudo fora das capitais.

Blog do Milton Figueirêdo

Milton Figueirêdo

Jornalista com especialização em telejornalismo.

Pressione ESC ou feche