OPINIÃO - PÃO & CIRCO ... E GASTOS MILIONÁRIOS EM MEIO AO CAOS ADMINISTRATIVO/FINANCEIRO: GESTÃO DE BRUNO CUNHA LIMA PROMETE HOJE ACIONAR LUZES DE NATAL NO PARQUE EVALDO CRUZ ENQUANTO POPULAÇÃO PADECE EM TODAS AS ÁREAS
A gestão Bruno Cunha Lima promete acender hoje as luzes de Natal no Parque Evaldo Cruz — um espetáculo milionário que tenta criar uma Campina Grande de fantasia, enquanto a Campina Grande real vive o pior colapso administrativo e financeiro de sua história recente. A discrepância entre o brilho artificial e a vida cotidiana da população é brutal.
A cidade enfrenta um caos estrutural, espalhado por todos os serviços essenciais:
• Saúde: terceirizados há meses sem receber, médicos acumulando cinco meses de salários atrasados, hospitais privados, filantrópicos, laboratórios, clínicas e fornecedores sem pagamento.
• ISEA pressionado pela falta de insumos, medicamentos e profissionais, deixando gestantes em risco.
• Hospital da Criança e Dr. Edgley convivem diariamente com atrasos e falta de condições mínimas de funcionamento.
• Pedro I, com setores interditados e atendimentos reduzidos, simboliza o colapso da rede hospitalar.
• Exames especializados seguem praticamente inacessíveis, com famílias percorrendo a cidade em busca de procedimentos básicos.
• Empresas e construtoras pedem rescisão de contratos por falta de pagamento, deixando obras paralisadas e bairros inteiros abandonados.
Na educação, a situação também é dramática. Escolas estão literalmente desabando em vários bairros e distritos, comprometendo a segurança de crianças, professores e funcionários. A rede municipal enfrenta infiltrações graves, coberturas comprometidas e prédios que deveriam estar interditados, mas seguem funcionando por falta de alternativas.
Não surpreende que as últimas pesquisas apontem uma reprovação recorde, próxima de 60% — um marco histórico negativo para qualquer prefeito campinense. A população vê, sente e vive o abandono diariamente.
Diante desse colapso, cresce a expectativa pela instalação das duas CPIs da Saúde na Câmara de Vereadores. A cidade espera respostas e transparência sobre contratos, atrasos, interrupções de serviços e o rombo financeiro que se aprofunda a cada dia.
Mesmo assim, em meio a salários atrasados, escolas caindo aos pedaços, hospitais sobrecarregados e obras abandonadas, a Prefeitura escolhe priorizar um evento festivo milionário. Como se acender luzes fosse suficiente para apagar a escuridão que recai sobre quem depende do serviço público para sobreviver.
Campina Grande não precisa de espetáculo. Precisa de gestão, responsabilidade e respeito. O povo que mais precisa continua no escuro — e nenhuma iluminação natalina será capaz de esconder isso.
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