“Enquanto falta até o básico no Hospital Sá Andrade, em Sapé, o prefeito Major Sidney escolheu passar o Réveillon de Paris, na Europa, ao lado da primeira-dama e pré-candidata a deputada estadual, Denise Ribeiro. A cena, registrada e divulgada nas redes sociais, soa menos como lazer particular e mais como um deboche com a realidade vivida pela população.
No hospital do município, pacientes e profissionais convivem com a falta de medicamentos básicos, como a própria dipirona. Um retrato cruel de um sistema de saúde em colapso, onde o mínimo não é garantido e o sofrimento vira rotina. Em qualquer gestão minimamente sensível, isso seria motivo de alerta máximo. Em Sapé, virou pano de fundo para selfies internacionais.
E não é apenas a saúde que agoniza. A obra do Mercado Público não anda. Creches têm obras abandonadas. Serviços essenciais seguem paralisados ou avançam a passos lentos, enquanto a gestão municipal parece desconectada da vida real da cidade. A sensação é de abandono, de descaso institucionalizado.
O contraste é ainda mais ofensivo quando se lembra que muitas famílias sapéenses lutaram para colocar comida na mesa no Natal e no Ano Novo. Gente humilde, trabalhadora, que depende dos serviços públicos e que sente na pele cada falha da gestão. Para essas pessoas, ver o prefeito ostentando viagens internacionais não é apenas falta de empatia, é um acinte.
Governar é fazer escolhas. E Major Sidney deixou clara a sua. Em vez de estar presente, cobrando soluções, acompanhando obras e enfrentando o caos na saúde, preferiu o conforto europeu e a exposição nas redes sociais. O problema não é viajar, o problema é viajar quando a cidade sangra.
Sapé não precisa de prefeito turista, nem de gestor que trate o sofrimento do povo como detalhe menor. Precisa de responsabilidade, presença e compromisso. Porque governar não é curtir festas enquanto falta dipirona no hospital. Isso não é gestão. É desprezo.”
Com informações do Portal Poder PB