O que a Prefeitura tenta fazer agora com o grupo CESED/Unifacisa é de uma insanidade brutal
Depois de cinco anos à frente da Prefeitura de Campina Grande, a gestão de Bruno Cunha Lima (BCL) agora “descobre” um suposto débito e tenta ignorar que a instituição está amparada por um programa municipal — criado por lei — do qual o próprio município foi beneficiário: o PROBEM.
O programa foi criado pela Lei Complementar nº 096, de 11 de junho de 2015, com o objetivo de conceder bolsas de estudo integrais e parciais em instituições de ensino superior conveniadas, em troca de compensação tributária junto ao Município.
O PROBEM foi instituído ainda na gestão do então prefeito Romero Rodrigues, à época aliado de primeira hora, padrinho e responsável direto pela chegada de Bruno Cunha Lima à Prefeitura — e agora virou motivo de briga judicial.
No afã de atacar a imagem do grupo CESED/Unifacisa - responsável pela geração de milhares de empregos diretos e indiretos, além de ser a instituição que é um dos maiores aquecedores da economia local de todos os tempos na Rainha da Borborema - e do médico Dalton Gadelha, a gestão BCL ignora um fato elementar: o grupo se tornou há muito tempo um patrimônio de Campina Grande. Um complexo educacional e hospitalar que atende milhares de paraibanos diariamente, através de suas clínicas, unidades de ensino e do Hospital Help, nas áreas de medicina, fisioterapia, odontologia, assistência jurídica, entre outras.
A verdade é que a Prefeitura de Campina Grande vive imersas em dívidas e desordem administrativa. São salários de servidores constantemente atrasados, dívidas milionárias com hospitais, clínicas, laboratórios e construtoras, aluguéis de imóveis, fornecedores sem receber há meses, e obras iniciadas e rapidamente paralisadas por falta de pagamento. Além disso, a gestão se encontra endividada com empréstimos milionários — alguns deles contratados em dólar —, comprometendo as finanças do município por anos.
O caos se estende à rede de saúde, com médicos cobrando repasses atrasados, profissionais terceirizados ameaçando paralisação, e contratos emergenciais questionáveis, firmados sob dispensa de licitação.
Mergulhada nesse cenário de colapso financeiro e desgaste público, a gestão de Bruno Cunha Lima, em vez de buscar soluções, parte para o confronto com a classe produtiva, tentando desqualificar empresas que geram emprego, renda e serviço de qualidade para a população.
Não bastassem as agressões recentes, vale lembrar o episódio em que o próprio Sinduscon foi chamado de “leviano” pelo secretário de Finanças de Campina Grande, em plena audiência pública na Câmara Municipal — uma demonstração clara de arrogância administrativa e desprezo institucional.
A gestão municipal além de não fazer sua parte na entrega de serviços e processos administrativos básicos como deveria, ainda tenta brigar com a classe produtiva todo o tempo.