A crise que tomou conta da Saúde de Campina Grande já ultrapassou qualquer limite administrativo. É uma catástrofe anunciada, alimentada por meses de denúncias, suspeitas, contratações por dispensa, atrasos salariais e um colapso estrutural que atinge diretamente a população. A cidade inteira sabe o que está acontecendo — e exige respostas.
Mas quem não se manifesta são justamente aqueles que deveriam ter responsabilidade política diante do caos: os caciques que apoiaram a reeleição de Bruno Cunha Lima.
Enquanto servidores entram em greve, o Ministério Público avança em investigações, contratos suspeitos aparecem em sequência e a gestão tenta justificar o injustificável, reina um silêncio ensurdecedor entre figuras que foram decisivas para manter Bruno no poder. Nenhum deles aparece para cobrar transparência, exigir explicações ou defender a abertura da CPI da Saúde, proposta que ganha força nas ruas, nas entidades e nos bastidores do próprio Legislativo.
Campina Grande quer saber: onde estão os líderes que pediram votos, celebraram palanques e garantiram estabilidade administrativa? Não é possível fingir que não há uma crise. Não é possível ignorar que há indícios claros de rachaduras profundas, inclusive com suspeitas envolvendo contratos milionários por dispensa de licitação.
O povo cobra. A cidade cobra. E o silêncio dos aliados começa a soar como cumplicidade.
A CPI da Saúde já não é um pedido político — é uma urgência moral.