O presidente estadual do PSD na Paraíba e ex-deputado Pedro Cunha Lima afirmou, nesta quarta-feira (24), que o recente encontro com o senador Efraim Filho (União Brasil–PB) no último fim de semana reforça uma articulação política que já vem de 2022. O político também destacou sua parceria com o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB–PB). As declarações foram dadas no programa CBN João Pessoa, da rádio CBN Paraíba.
“Efraim foi meu parceiro de chapa em 2022. Vencemos o governo naquele pleito no campo da oposição, e seguimos marchando juntos para fortalecer esse campo”, disse Pedro. Ele ressaltou que mantém reciprocidade tanto com Efraim quanto com Veneziano, “e com todos que estiveram junto comigo naquele movimento”.
Pedro explicou que seu posicionamento não o alinha nem a Lula nem Bolsonaro: “Existe uma peculiaridade nacional; Veneziano apoia Lula, Efraim se aproxima de Bolsonaro, e quero deixar claro: não sou nem um nem outro”, argumentou.
Crítica à polarização e apelo por equilíbrio
No debate sobre o cenário nacional, Pedro disse perceber no país um cansaço com a polarização: “Esse centro ainda não tem liderança clara, mas estou nessa posição desde 2018. Levo críticas de ambos os lados. Vejo um sentimento de virar essa página”, detalhou.
Ele disse acreditar que o país precisa de mais equilíbrio, serenidade e que o líder deve unir, “não incentivar intolerância”. “Quem pensa diferente acaba sendo tratado como adversário. Isso precisa acabar”, afirmou.
Cícero Lucena e o jogo na oposição da Paraíba
Sobre a movimentação do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (sem partido), que deixou a base governista e vem sendo cortejado por opositores, Pedro fez ponderações: “Em 2022, perdi não para um candidato, mas para uma estrutura. Foram quase 170 prefeitos alinhados ao governo. A entrada de um prefeito da capital no bloco oposicionista torna a disputa mais competitiva”, pontuou.
Embora tenha mantido uma postura discreta nos últimos meses — em meio ao protagonismo de Efraim e Cícero — Pedro vem sendo visto como peça de articulação no campo oposicionista. Sua presença nos novos diálogos pode indicar uma tentativa de reconquista de visibilidade.
Pedro já foi candidato ao governo em 2022 e chegou ao segundo turno, obtendo 47,49% dos votos, sendo derrotado por João Azevêdo, que teve 52,51%. Atualmente, no bloco oposicionista paraibano, também figuram nomes como o senador Efraim Filho (União Brasil–PB), que teve sua pré-candidatura lançada com apoio da direita e o PL, o prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (União Brasil) e o deputado federal Romero Rodrigues (Podemos).
Informações do portal Fonte83