"A determinação do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), de que todo o material apreendido na investigação envolvendo o banco Master seja lacrado e mantido fora do alcance da Polícia Federal, não foi a primeira decisão questionável que ele tomou no caso.
O próprio encaminhamento da investigação ao Supremo, apenas por causa da citação de um negócio imobiliário entre o dono do banco e um deputado federal, foi bastante questionado.
Isso aconteceu a pedido da defesa de Daniel Vorcaro, algo incomum, que vai na contramão da conduta normalmente adotada pelos advogados, que sempre tentam adiar a chegada das ações à última instância.
A viagem do ministro ao Peru em companhia do advogado de um dos envolvidos no escândalo e a participação da empresa de familiares de Toffoli em fundos ligados ao Master foram outros questionamentos levantados pela imprensa.
Diante dessas dúvidas, o ICL Notícias relaciona a seguir algumas perguntas a Dias Toffoli que estão sem resposta neste caso, e que seria bom que ele respondesse, devido ao grande interesse público:
Não acha incomum que o caso Master esteja sendo analisado no Supremo, como pediram os advogados de Daniel Vorcaro, apenas por causa da citação de um negócio imobiliário entre o dono do banco e o deputado João Carlos Bacelar (PL-BA)?
O ministro acha recomendável fazer viagem internacional em jatinho particular junto com o advogado de um dos acusados no caso Master?
Por que o ministro mantém o caso Master em sigilo?
Por que determinou uma acareação entre os investigados do Banco Master e o diretor do Banco Central, responsável pela fiscalização bancária, antes mesmo dos depoimentos?
Não vê conflito de interesse no fato de duas empresas ligadas a familiares do ministro terem tido participação de um fundo de investimentos que integra a cadeia financeira associada às suspeitas de fraudes envolvendo o Banco Master, como noticiou a Folha de S. Paulo?
Por que, em um primeiro momento, o ministro negou a deflagração da segunda fase da Operação Compliance Zero?
Por que determinou que as provas colhidas na busca e apreensão de suspeitos do caso Master fiquem lacradas e sob custódia da PGR, e não da Polícia Federal, como acontece normalmente?"
Com informações do ICL Notícias