"O prefeito de Caaporã, no Litoral Sul, Francisco Nazário de Oliveira (União Brasil), ganhou um problema de grandes proporções para chamar de seu. Não se trata de nenhum fenômeno natural, tipo vendaval ou enchente. O buraco é mais embaixo. Um vídeo em que o gestor aparece recebendo um pacote recheada de dinheiro ganhou as ruas, nesta quarta-feira (16). Nele, o mandatário aparece contando a bufunfa e externando o temor de ser flagrado na saída com a dinheirama pouco justificada. O caso foi divulgado pelo Jornal da Paraíba e confirmado pelo blog.
De acordo com as informações iniciais, a embalagem continha algo em torno de R$ 400 mil. As suspeitas são de que o dinheiro teria sido entregue ao então candidato na véspera da eleição de 2024, quando o gestor saiu vitorioso das urnas. A grana teria sido doada ao então candidato pelo consultor financeiro Sandro Trajano de Freitas.
Em troca, segundo a apuração, o consultor indicaria uma empresa para ser contratada pelo município para o recolhimento do lixo. Essa empresa repassaria para ele parte dos valores recebidos. Uma forma de compensar a doação de campanha.
Dias após tomar posse, Chico Nazário publicou uma portaria rescindindo contratos da gestão anterior. Um deles o de recolhimento do lixo da cidade, que tinha valor de R$ 1,6 milhão por ano e estava em vigência até março de 2025.
O prefeito também nomeou o consultor financeiro Sandro Trajano como secretário de Articulação Política da cidade, com salário de R$ 9 mil por mês – de acordo com o Sagres do TCE (veja abaixo).
O ato contínuo disso é que a empresa que teria sido indicada por Sandro, a HAC Serviços Ambientais LTDA – ME, passou a ter um contrato de R$ 270 mil mensais junto à gestão de Nazário. A contratação para locação de caminhões e recolhimento de resíduos sólidos foi feita por meio de dispensa de licitação no valor total de R$ 3,2 milhões – um valor bem mais ‘salgado’ que o contrato anterior.
Ao Jornal da Paraíba, a assessoria do prefeito de Caaporã, Chico Nazário, informou que ele não tem conhecimento dos fatos e só irá se pronunciar sobre a denúncia após ter ciência dessas informações."
Com informações de Suetoni Souto Maior