Rodrigo Manga, prefeito afastado por suspeita de corrupção, é apontado como líder de organização criminosa que teria se instalado na prefeitura de Sorocaba, no interior de São Paulo.
Rodrigo Manga teria usado uma empresa de publicidade aberta em nome da mulher, a primeira-dama Sirlange Rodrigues Frate Maganhato, e uma igreja ligada à irmã e ao cunhado dela para lavar dinheiro de propinas segundo a Polícia Federal.
O desembargador André Nekatschalow aponta que para Manga é atribuída a "possível liderança do grupo criminoso e principal beneficiário das supostas práticas criminosas".
O cunhado da primeira-dama, bispo Josivaldo Batista, e a irmă dela, Simone Rodrigues Frate de Souza, a pastora Simone, estão à frente da Igreja em questão.
Em abril, a Polícia Federal apreendeu R$ 903 mil em dinheiro vivo com o casal durante as buscas da Operação Copia e Cola.
Com a quebra do sigilo bancário da entidade religiosa, a PF identificou 958 depósitos em espécie no valor global de R$ 1,7 milhão.
A empresa da primeira-dama também foi contratada por um estacionamento, o Mosteiro Park, do empresário Marco Silva Mott, amigo do prefeito, para prestar serviços de publicidade.
Assim como no caso da igreja, uma outra empresa de comunicação prestou serviços ao estacionamento no período. Sirlange recebeu R$ 448 mil entre 2021 e 2025.
Simone, Josivaldo e Marco Silva Mott foram presos preventivamente na segunda fase ostensiva da investigação. O Estadão pediu manifestação dos três.
O QUE DIZ O PREFEITO AFASTADO
Manga nega irregularidades. Em nota, a defesa afirmou que o prefeito é vítima de "perseguição política" e que o afastamento foi baseado em "ilações".
O QUE DIZ A PREFEITURA DE SOROCABA
O vice-prefeito Fernando Martins da Costa Neto assumiu o cargo de prefeito de Sorocaba, até que os fatos sejam esclarecidos.
A Prefeitura reforça o compromisso com a transparência e o respeito às decisões judiciais.
Com informações do ESTADÃO