A situação política do prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (União Brasil), ganhou um novo e constrangedor capítulo nesta sexta-feira. O secretário-chefe de Gabinete da própria gestão municipal, Fábio Ramalho, anunciou publicamente apoio à candidatura do prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), ao Governo da Paraíba, acompanhando a posição adotada por Pedro e praticamente todo grupo Cunha Lima.
O gesto foi interpretado nos bastidores como um forte sinal de esvaziamento da autoridade política de Bruno Cunha Lima dentro do próprio governo. Afinal, trata-se de um dos cargos mais estratégicos da administração municipal, ocupado por alguém que deveria representar diretamente a linha política e administrativa do prefeito.
Para analistas políticos e lideranças ouvidas pela reportagem, o episódio escancara que Bruno Cunha Lima já não consegue liderar sequer o seu núcleo mais próximo, muito menos influenciar decisões políticas de maior alcance.
“O chefe de gabinete declarar apoio a outro projeto político, sem qualquer constrangimento, mostra que o prefeito perdeu completamente o comando do próprio grupo”, avaliou um interlocutor ligado ao meio político campinense.
O desgaste se soma a um histórico recente de crises administrativas, dificuldades financeiras, atrasos de pagamentos, conflitos com servidores, hospitais e fornecedores, além de constantes denúncias de desorganização na gestão municipal.
Outro ponto destacado por aliados e observadores é o comportamento discreto de Fábio Ramalho ao longo das sucessivas crises enfrentadas pela Prefeitura de Campina Grande. Em momentos decisivos, o chefe de gabinete praticamente não se pronunciou publicamente em defesa da gestão, reforçando a percepção de distanciamento político em relação ao prefeito.
Nos bastidores, a leitura predominante é de que Bruno Cunha Lima caminha para o fim do mandato profundamente isolado, sem base política sólida, sem liderança e sem capacidade de transferir votos ou influenciar projetos eleitorais.
“Bruno está sendo abandonado politicamente em vida. Ao término do mandato, a tendência é que esteja completamente morto politicamente: sem mandato, sem grupo, sem votos e sem poder de influência”, resumiu uma liderança local.
A adesão de quadros da própria gestão municipal a projetos políticos externos é vista como a maior prova de que Bruno Cunha Lima já não comanda mais o jogo político em Campina Grande.
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