O ministro do Turismo, Celso Sabino (União-PA), afirmou nesta quarta-feira (8) que vai permanecer à frente da pasta até o ano que vem, contrariando a ordem da direção nacional do partido para que os filiados entreguem os cargos no governo Lula (PT).
Alvo de um processo que pode levar à sua expulsão do União Brasil, Sabino disse que a legenda tomou decisões "equivocadas" e "açodadas". Ele também afirmou que pretende tentará seguir no partido por meio do diálogo.
"Pelo bem do turismo, pelo bem dos serviços que a gente vem fazendo em todo o país, mas especialmente pelo bem do povo do Pará pela realização da COP30, vou permanecer no governo", disse.
A cúpula do União Brasil se reúne na manhã desta quarta-feira (8) para analisar um processo que pede a expulsão do ministro por suposta infidelidade partidária.
Também nesta quarta (8), o ministro dos Esportes, André Fufuca, foi afastado do partido Progressistas (PP). A decisão do partido foi comunicada pelo presidente da legenda, Ciro Nogueira, dois dias depois do ministro declarar estar "ao lado" do presidente Lula.
O procedimento contra Celso Sabino no União Brasil foi aberto no último dia 30 e acusa o ministro de desrespeitar orientações da legenda, como o ultimato do partido para a entrega de cargos no governo Lula.