Servidores da Prefeitura de Campina Grande começaram 2026 sem receber salários e, em muitos casos, também sem o pagamento do 13º salário. A virada do ano foi marcada por indignação, incerteza e uma avalanche de relatos nas redes sociais de trabalhadores efetivos, aposentados e prestadores de serviço que dependem exclusivamente desses valores para manter despesas básicas.
As manifestações expõem uma realidade dura: falta de recursos para alimentação, contas em atraso, aluguel vencendo, dificuldade para comprar medicamentos e aumento do endividamento. Servidores relatam humilhação e abandono, destacando que o atraso atinge quem mantém a máquina pública funcionando diariamente.
Antes da virada do ano, a Prefeitura divulgou uma nota oficial tentando justificar a situação. No comunicado, a gestão afirmou, entre aspas: “a administração municipal enfrenta dificuldades de fluxo financeiro, agravadas por bloqueios judiciais e queda de arrecadação, e trabalha para regularizar os pagamentos de forma gradativa, priorizando o equilíbrio das contas públicas”.
A nota não apresentou cronograma objetivo para a quitação dos salários e do 13º, o que ampliou a revolta. Nas redes sociais, servidores cobram respeito aos direitos trabalhistas, transparência na gestão e responsabilidade com o dinheiro público, denunciando o abismo entre o discurso institucional e a realidade vivida por milhares de famílias.
O caso escancara mais um episódio da crise administrativa enfrentada pelo município, com impacto direto na dignidade dos trabalhadores e no funcionamento dos serviços públicos essenciais.
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